Um Ninho para o Mito: Nossa Predisposição a ser Enganado

Imagem - Predisposição para ser enganado

Nossa família, colegas e companheiros nos ensinaram uma série de afirmações verdadeiras – viáveis ou práticas – reunidas com outras míticas, falsas ou não efetivas. Inúmeros ensinamentos irracionais continuam dominando nossas mentes na vida adulta.

Uma forte predisposição a ser enganado pode ser chamada de infantil, porque é comum e defensável entre as crianças. A sua persistência no adulto surge e se mantém subjacente a um desejo de segurança, na realidade impossível de existir, isto é, viver conforme alguns princípios ou modelos aprendidos durante a infância, como “casaram e viveram felizes para sempre”, “Um dia serei feliz junto aos seios de Duília ”, bem como do suposto conforto e proteção imaginados na infância: “A família nos ampara nos momentos difíceis”. O crescimento indica um cultivo saudável de dúvidas e incertezas, mais ou menos o oposto do vivenciado na infância, onde tudo parece ir bem.

Uma das minhas crenças atuais – não comprovada – é a de que a nossa mente trabalha mais com afirmações de origem mítica que com afirmações próximas da realidade ou mais viáveis. Parece que o ser humano prefere “viver feliz” conforme um modelo do mundo falso, mas bonito e bom, que abrir os olhos para a realidade do mundo e, principalmente, para as pessoas que nos cercam. Gostamos de afirmar que somos otimistas. Vejo isso como natural, ou seja, uma escolha. Nesse caso a pessoa prefere ter emoções agradáveis e confortáveis que conhecer e viver com a “verdade” – um termo que ninguém sabe bem o que significa – mas, em compensação, viver chateado.

A percepção da realidade, bem como a sensação de bem-estar (ou mal-estar) são indicadores usados por todos nós para indicar e avaliar a conduta a ser tomada.

Apesar dos fatos mostrarem que muitos seres humanos, com os quais convivemos, são agressivos, injustos, traiçoeiros, infiéis, egoístas e trapaceiros, muitos continuam a imaginar, pensar e conviver com os homens como se eles fossem bons, pacíficos, solidários, justos, etc., isto é, convivem com o homem idealizado e não com o real, o que habita sua mente e não o mundo externo a esta.

Assim, parece-me que preferimos ser ludibriados (não detectar a realidade) e vivermos aparentemente felizes (tranquilos e otimistas) que perceber melhor a realidade real que nos cerca e, assim, nos tornar infelizes. São muitas as pessoas que não suportam um filme ou livro realístico, pois preferem a descrição claramente falsa e o final feliz, como ocorre com grande parte das novelas das televisões e dos livros mais lidos, nos quais tudo dá certo. Muitas vezes, saímos de uma infelicidade e, apressadamente, vamos à procura de uma nova ilusão, imaginada como capaz de nos dar uma tranquilidade provisória: “A nova seleção será muito melhor que esta”; “Essa cidade será mais fácil para se viver.”

As falsas crenças dominaram o pensamento de homens altamente inteligentes e cultos: Aristóteles acreditava que o sangue que corria nas veias das mulheres era mais ralo que o dos homens, pois elas são, segundo ele, mais fracas; Platão acreditava na existência de um “mundo das idéias”; Descartes imaginou poder criar um sistema de pensamento do nada. Numa certa época os europeus acreditaram que a Terra era o centro do Universo; que as doenças eram punições divinas devido aos nossos pecados; que o mundo foi criado com um fim que só Ele, o Deus, sabe; que nossos pensamentos eram gerados no coração. De outro modo, todas essas crenças evitavam examinar a realidade existente na natureza (organismo humano, físico, químico, etc.) e, em seu lugar, criaram crenças e pensamentos que, diferente da natureza, podem ser inventados conforme nosso desejo do momento.

Além do prejuízo de trabalhar para resolver problemas com uma crença mítica, que, fatalmente, como disse acima, não pode ser utilizada – pois não funciona – no mundo físico, irá provocar um mau resultado no mundo chamado de “real”. A idéia inadequada e rígida de explicar e usar as idéias religiosas nos fatos observáveis e ou científicos dificultará ou impedirá uma ação eficiente para dar solução ao problema físico-orgânico existente, e, além disso, irá dificultar a entrada de uma outra estratégia e crença mais viável para solucionar aquele tipo de problema particular. Também, é uma idiotice tentar solucionar um problema religioso usando teorias científicas e pesquisas desse tipo. A vinda de Colombo à América só foi possível após ter sido despedaçada a crença de que somente existia a Europa e mais nada.

Uma grande parte da população aceita e acredita na maioria das coisas que escuta ou lê. Muitos acreditam em alma de outro mundo, nos benefícios da posição da “quarta casa da era do Aquário” ou de “Netuno ter entrado em Sagitário”. Outros crêem na sorte do número 24, nas “descobertas” da cartomante, vidente, gnomo, duende, espíritos maus e bons, ET, pai-de-santo, anjo da guarda, mandinga, banho de descarrego, transmissão e leitura de pensamentos, búzios, paranormais, benzeções e técnicas médicas milagrosas. Alguns acreditam em possessão de demônios e, logicamente, na sua expulsão (exorcismos). Outros acreditam que é possível a pessoa recordar fatos acontecidos antes de ter nascido, ou seja, memórias ainda da vida intra-uterina. O que não falta é alguma coisa para acreditar. Todos os exemplos relacionados acima fazem parte do mundo imaginário, ou seja, de uma “realidade” que é alcançada através da imaginação (cognição mítica) e não do mundo chamado físico, que é adquirido ou captado através de observações sensoriais e organizado através de teorias científicas, que diferem muito das míticas.

Pesquisas mostram que as pessoas acreditam ter vivido ou presenciado fatos que, de fato, jamais observaram; elas não perceberam, simplesmente “enxergaram”, ou melhor, tiveram uma representação mental, devido à sugestão, como ocorre nas hipnoses, formando imaginações.

Muitos trambiqueiros – possivelmente possuídos pelo capeta – exorcizam incautos fazendo-os lembrar de terríveis demônios que haviam penetrado no corpo da ingênua vítima. A televisão transmite esses espetáculos diariamente. O “pastor” promove a saída do demônio através de alianças feitas com esse. Interessante é notar que os capetas não só compreendem a língua falada pelo exorcista, como, após alguma resistência fajuta, acabam por obedecer ao imposto ou ao pedido, geralmente xingamentos destinados ao demônio enfurecido. Durante o expurgo do satanás invasor do corpo do pecador (em que parte ele estaria para ouvir e expressar sons?), o pastor não só percebe (fantasia ou imagina) sua presença como, também, conversa (supõe) e ameaça os pobres e medrosos capetas, usando, para isso, a língua portuguesa falada aqui no Brasil, por exemplo, e o inglês quando o paciente é americano. Mas, sempre, um ou outro capeta entende e obedece, amedrontado, às ordens do exorcista; sem dúvida nenhuma trata-se de um “demônio pé-de-chinelo”.

Para que o exorcismo dê certo é necessário que as ordens dadas pelo pastor pregador sejam obedecidas pelo capeta, mas, principalmente, que haja uma ingênua mocinha histérica (são mais raros os mocinhos) do outro lado da cena (a que acredita em forças sobrenaturais), pois, do contrário, não haveria o resultado esperado.

Após algumas bênçãos e orações, o medroso e frágil satanás abandona o corpo da pessoa, possivelmente saindo com o rabo entre as pernas e, talvez, procurando uma outra moradia mais confortável que aquela, para lá se aninhar. Assistindo na televisão algumas cenas, senti dó de todos, inclusive do capeta que largou o corpo da moça. Ele se mostrou fraco e incapaz de fazer o mal, pois facilmente fugiu de onde estava. Acho que os capetas antigos precisam fazer reciclagens com os bandidos de nossa época.

Não gostei dos “verdadeiros capetas”, isto é, dos donos do espetáculo teatral montado. Os sorridentes atores gabam suas habilidades e poderes, bem maiores que do demônio. No final de tudo, como não podia faltar, ocorre a coleta do dinheiro – muito ligada ao capeta vestido de gente. Sempre há ainda uma venda de livros sobre o assunto, de CDs capazes de auxiliar os que não podem assistir aos espetáculos e, ainda, de DVDs, fitas, etc., tudo, tudo para angariar dinheiro para o empresário principal do teatro que é encenado à custa de personagens santos/tolos.

Toda essa sopa conceitual, essa mistura confusa de crenças diversas para todos os gostos e funções milagrosas tem criado um contexto, um nicho, forma ou clima propício ao cultivo do falso, do não-verdadeiro, do apenas imaginado e não possível de ser detectado pelos nossos únicos meios de entrar em contato com o meio exterior, que são nossos órgãos sensoriais.

O poderoso megacomputador sociocultural de Lumeeira e de outras comunidades, contendo inúmeras informações desse tipo, ao ligar-se aos bilhões de microcomputadores individuais, os invade e contamina com todo um mundo mágico, onde, muitas vezes, quem lucra é o autor da cena. Por outro lado, cada microcomputador individual envia ao megacomputador central suas informações particulares, ou seja, há uma realimentação constante entre a cultura traiçoeira e o indivíduo formado para assimilar a trapaça, facilitando a sobrevivência do inescrupuloso.

A cultura do mágico (do falso quanto ao real), diferente da científica, afirma sempre poder prever ou controlar o futuro com total segurança. Ela trabalha com as fraquezas pessoais do indivíduo, de seus amigos e inimigos; exorciza demônios, faz milagres, opina, bem como dá conselhos profissionais acerca de decisões importantíssimas. Nesse caldo cultural amplo nadam de braçadas os embusteiros profissionais. Eles infiltraram-se na política, na imprensa, na medicina, na religião, na educação e escolas, no esporte e na arte: há milagres e milagreiros de todos os tipos e em todos os lugares desse planeta.

Por ser bastante ingênuo, fiquei boquiaberto ao passar os olhos num catalogo telefônico na primeira viagem que fiz aos Estados Unidos. Não imaginava ver a grande quantidade de pessoas oferecendo leituras da mente ou das mãos, o uso de cartas e outras técnicas milagrosas para ajudar e prejudicar alguém à distância. Depois, li sobre isso em países como a China e o Japão. Conclui, não sei se estou certo, que todos os povos são adeptos fanáticos do ilusório.

Tentando sintetizar

Prezado leitor. Observadas de fora, há um ponto comum em todas essas crenças. Todas elas – ou quase todas – buscam acionar ou disparar a esperança quase perdida ou profundamente inexistente por um mundo melhor; a busca de uma vida menos miserável ou de um futuro possível de se viver. Por outro lado, os embusteiros de toda espécie, impossibilitados de mudarem concretamente a vida mal vivida de cada cliente ingênuo, utilizam-se, como isca posta no anzol para fisgá-los, de crenças antigas disseminadas, cristalizadas e aceitas sem restrições, nunca examinadas em sua profundidade e de modos neutros e, também, impossíveis de serem negadas ou provadas.

Os trapaceiros plantam as novas crenças que vão surgindo nesse terreno já previamente estercado pelas explicações dos pais e educadores religiosos e não-religiosos. De um lado situam-se as esperanças mágico/milagrosas de seres humanos desesperançados, de outro, embusteiros de todos os tipos, vendendo as eternas ilusões de sempre, as mágicas, os cremes que rejuvenescem e as preces que fazem curas milagrosas.

Esses dois pólos, aparentemente opostos, permitem a formação de uma estrutura social harmônica e única; a fome pela segurança e controle de um lado e a falsa solução de outro. Para que haja complementaridade, ou seja, para formar um sistema sem problemas, necessita-se um esforço continuado de ambas as partes; uma necessidade de um lado, uma sedução de outro (um vende ilusão no tratamento maravilhoso para emagrecer ou ficar bonito, o outro compra a ilusão, a usa e, por algum tempo, acha que emagreceu e ficou bonito). Não existem mandingueiros sem crentes na mandinga; não há médicos sem doentes e nem rei sem súditos; nem doce sem papilas gustativas para prová-lo; precisamos de religiosos para ouvir e seguir os pastores e padres, um precisa do outro. Tente imaginar, caro leitor, um mundo sem doenças. O que seria dos médicos?. Também um mundo sem demônios e suas maldades e injustiças. Nesse caso, qual seria o papel de Deus?

Assim, a mente poluída pelas falsas idéias, habitada por mulas-sem-cabeça, demônios e anjos, aprendidas desde cedo, facilitou e permitiu o nascimento e a proliferação de outras e outras crenças que têm sido disseminadas pelos charlatões de todas as classes e em todos os tempos. Nesse terreno fértil e plástico, bem preparado muito cedo pela família, escola e companheiros, foram inoculadas multidões de seres fantasmagóricos; seres jamais observados pelos órgãos dos sentidos, existentes e muito bem guardados apenas nas mentes de seus criadores e seguidores. Nesse terreno propício eles proliferam e, partes deles, como os vírus da gripe, infestam e multiplicam-se no organismo de quem estava por perto durante o espirro.

Uma palavra e conselho final

Acionamos a Justiça e a Polícia caso o fabricante de pílulas anticoncepcionais tenha vendido farinha de trigo em lugar do medicamento apregoado, assim como acionamos a firma que vendeu uma excursão não existente, etc. Por que não acionamos a mesma Justiça ou o Procron para defender os enganados pelas falsas propagandas dos horóscopos, videntes, astrólogos, macumbeiros, moradias em lugares inexistentes e cia. ltda.? Os profissionais desses ramos não são presos pela fraude praticada, como por incitamento à discriminação entre pessoas nascidas num ou noutro mês ou dia; o meu horóscopo sempre é pior que os nascidos em escorpião.

Não deveríamos reclamar os presságios errados acerca do meu e do seu futuro no Ano Novo feitos pelos videntes, bem como os horóscopos de todo dia? Eu que acreditei e segui confiante o previsto. Tudo deu errado! Procurei mandinga para prejudicar minha ex-amada, mas deu em nada. Ela melhorou de vida. Por que não reclamar ao Procon o tratamento médico garantido e extraordinário para emagrecer que nenhum efeito fez? Por que não? O cliente ludibriado, em todos esses casos, não deveria exigir a devolução do dinheiro gasto além de receber também pelo tempo perdido, pelos danos morais e pelas custas do processo?

Quando escrevia o acima me assustei. Pensei bastante. Agora estou um pouco arrependido com o que escrevi. Fiquei em dúvida. Quem sabe se não seria melhor eu ser internado no “Galba Veloso” (hospital para doentes mentais) por ter uma crença tão absurda como essa? Acreditar em não acreditar nos milagreiros e imaginar poder punir os enganadores e charlatões. Acreditar que capeta não entra no corpo de ninguém e que não há como conversar com vidas passadas. Talvez, o melhor seria eu receber um tratamento psiquiátrico, talvez com um “pai-de-santo”, para passar a ser como os outros: acreditar em qualquer bobagem falada ou escrita por um homem que a história tem chamado de charlatão, trambiqueiro, tapeador, anti-social, bandido e outros nomes semelhantes.

Quem ganha uma eleição é a maioria; se usarmos o mesmo processo para o acima discutido, acredito que, para a maioria da população, esses senhores e senhoras são santos, pessoas carregadas de poder sobrenatural, milagreiros, seres humanos acima de qualquer suspeita e, possivelmente, ligados aos deuses poderosos. Deus me livre de ir contra eles. Peço-lhes desculpas pela minha verborréia absurda e incompreensível.

Um comentário para “Um Ninho para o Mito: Nossa Predisposição a ser Enganado”

  1. dr. galeno fiz um curso de sociologia uma vez e li um livro do qual nao me lembro do nome nem do autor , cujo conteudo resumindo em uma unica frase significa: o objetivo principal do homem e a segurança. pode ser verdade no todo ou em parte, mas talvez a procura dos milagres nada mais seja que a procura de segurança. falando de DEUS, ele amigo, compaheiro,protetor, provedor,curador e possui todos os demais paderes. creio que a incerteza do amanha ,os medos etc. aumentem e muitiplique as fantasticas fantasias exixtentes,etc.

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