Plasticidade: O papel das sinapses neuronais

Logo que a vida começou, diferentes estruturas primitivas surgiram na Terra. Inúmeras construções se desenvolveram e se diversificaram. Como os seres humanos foram uns dos últimos organismos produzidos pela fábrica natural, somos levados a conjeturar que o homem foi construído com retalhos (ou sobras) de vários organismos que surgiram antes. Nós, de fato, carregamos em nosso organismo peças e funções antigas; genes (sistemas orgânicos) que povoaram e ainda habitam outros organismos antes do nosso e que resistiram às adversidades do meio ambiente incerto e, muitas vezes, hostil.

Tudo faz crer que genes diferentes, vivendo num e noutro organismo, formando pequenos conjuntos, foram se reunindo aleatoriamente para dar origem a organismos mais complexos: cupim, rato, barata e o homem, bem como milho, laranja, couve, carnaúba, etc.

A maioria dos novos organismos gerados não sobreviveu; provavelmente porque eles foram fabricados com genes defeituosos ou antagônicos (não cooperativos), ou seja, não adequados ou adaptados àquele organismo. Para ilustrar: não seria uma boa construção genética, capaz de resistir aos problemas do meio ambiente, um organismo que tivesse, por um lado, genes geradores de patas de elefante e, por outro, genes que formariam um intestino de minhoca; esse par não formaria um organismo funcional. Do mesmo modo, deve ter desaparecido um animal formado por genes produtores de um intestino para digerir carne e genes formadores de dentes para pastar capim do chão (intestino de leão e dentes de boi). Essas minhas especulações não são tão esquisitas como você talvez imagine; as patas de elefante, o intestino de minhoca, os dentes para pastar capim e o intestino para digerir carne são construídos através das orientações (prescrições) de genes, mas cada um desses órgãos irá se desenvolver até sua plenitude caso haja, de um lado, alimento para propiciar o crescimento e, de outro, harmonia entre os componentes do corpo. Nesses casos inventados, esses organismos “monstros” morreriam muitíssimo antes das patas, intestinos e tudo mais serem formados, pois não houve harmonia entre eles.

Ainda hoje, inúmeros embriões humanos gerados nos úteros de suas mães, por serem mal estruturados, são abortados (com genes defeituosos ou, ainda, formando conjuntos que não combinam entre si). O novo organismo mal-formado, pelas mais diversas razões, não consegue sobreviver já nas primeiras semanas de vida intra-uterina. Segundo minha cansada memória, as estatísticas narram que cerca de 80% dos embriões gerados são perdidos devido às más-formações. A mãe produtora do embrião, nesses casos, geralmente nem percebe que estava grávida; possivelmente examinará e explicará o aborto espontâneo como sendo uma menstruação como todas as outras.

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Homem, animal de duas cabeças

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