Evolução: Início e Datas

A paleontologia refuta o pressuposto histórico de que a inteligência tem valor. Prova disto é que as espécies animais, realmente bem-sucedidas na Terra, como os besouros e ratos, encontraram melhores caminhos para chegar à dominância atual gastando pouca energia em seus cérebros.

Durante a história da vida na Terra, um enorme número de espécies apareceu e desapareceu. Seus organismos não suportaram as condições do meio ambiente, isto é, suas estruturas biológicas foram incapazes de tolerar ou adaptarem-se às condições desse ambiente hostil.

Há milhões de anos, éramos menores que agora; também, nosso cérebro era muito pequeno e primitivo. O homem não falava, guinchava. Os cientistas deram o nome de Tupaiídeo, isto é, uma família de mamíferos da ordem dos escandêntias, que compreende as tupaias (semelhantes aos esquilos), de focinhos longos, encontradas no Sudeste asiático. Esse grupo tem sido frequentemente incluído entre os primatas ou entre os insetívoros, os que se alimentam de insetos. O Tupaiídeo, nosso ancestral, existiu há setenta milhões de anos; o homem primitivo apareceu há quatro ou seis milhões de anos. O Tupaiídeo era uma criatura trepadora, vivia comendo insetos; tinha o tamanho de um rato. Devagar fomos mudando e adquirindo outros substratos cerebrais (núcleos, circuitos, córtex), um novo organismo: bem mais sofisticado e eficiente que o do nosso ancestral mais afastado dos homens.

Aparecimento dos primatas

Sabemos que há um hiato entre os homens e os macacos. O ancestral comum do homem ou macaco não foi humano ou macaco. Os primatas fazem parte de uma ordem de mamíferos que compreende o homem, os macacos, os lêmures e formas relacionadas, especialmente arborícolas e onívoros. Eles são dotados de cérebro grande e diferenciado, olhos bem desenvolvidos e voltados para a frente, permitindo a visão binocular, e membros com cinco dedos, o primeiro geralmente oponível aos demais.

Um primata fóssil, que viveu há 10 a 14 milhões de anos, chamado de Ramapithecus, parece ser o ancestral direto dos homens. Ele existiu antes de as linhagens dos grandes macacos terem se separado umas das outras. Concluindo: os humanos formam um grupo irmão de todos os grandes macacos; não descendemos deles, somos irmãos. A surpresa dos estudos foi a descoberta de que a espécie irmã para os humanos não é o grupo de grandes macacos, como a taxonomia sugeriu, mas sim apenas o chimpanzé (99,5 do nosso genoma) é nosso irmão; os outros, como os gorilas e orangotangos, são primos.

Há muito tempo na África…

Era uma vez na África: a terra se abriu provocando uma imensa fenda de milhares de quilômetros. De um lado e outro, uma imensa cordilheira foi formada; ela separava uma região da outra e, em cada lado, habitava uma população de macacos. Como a chuva vinha mais do Oceano Atlântico, os macacos de um lado da montanha não sentiram muito o acontecimento: a floresta manteve-se como estava. Entretanto, a região da outra parte teve sua floresta cada vez menos irrigada. Aos poucos ela foi se acabando.

Como se pode imaginar, os macacos que moravam na região seca tiveram que mudar seus hábitos para sobreviver. Foi nesse novo ambiente hostil que nasceram os primeiros hominídeos. Em resumo: o homem não viveu sempre aqui. Antes dele, milhões de outras espécies o precederam e a presença de algumas famílias foi fundamental para o nosso aparecimento. Inferindo de outro modo: se certas espécies tivessem desaparecido numa época – ou se não tivessem existido -, eu não estaria agora escrevendo essas idéias, nem você estaria lendo-as.

Assim é que nos quatro ou seis bilhões de anos da história da vida em nosso planeta, o homem foi precedido por moluscos flutuantes, estranhas florestas de samambaias, imensos dinossauros, lagartos voadores, mamíferos gigantes e milhões de outros animais cujos ossos de muitos jazem sob as pedras caídas de placas de gelo continentais desaparecidas.

Portanto, todos os seres vivos, sem exceção, como os unicelulares, vegetais, animais, e, logicamente, todos os homens (brancos, negros, amarelos) que existem ou existiram, pertencem a uma única árvore genealógica. Cada espécie ocupa nessa árvore ramos francamente diferentes, por vezes, muito afastados uns dos outros, mas todos partilham da mesma origem; somos parentes de todos; fomos fabricados pelos mesmos ingredientes, ou seja, pós da natureza (elementos químicos); são pequenas as variações entre um organismo e outro com respeito aos componentes. Em resumo: somos farinha do mesmo saco.

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