Algumas subdivisões do Sistema Nervoso Central (snc): A MELHOR, VOCÊ ESCOLHE

1 – Uma primeira divisão:

O sistema nervoso central, um termo muito geral, é definido como constituído pela reunião de todas as <strong class=”tag”>estruturas neurais</strong> existentes no interior do crânio e da coluna espinhal. Portanto, podemos dividir o SNC segundo critérios exclusivamente anatômicos e extremamente simples; nesse caso, chamaremos de encéfalo a parte do SNC contida no interior da caixa craniana e de medula espinhal a parte que continua a partir do encéfalo no interior do canal da coluna vertebral. Fácil esta.

2 – Uma segunda divisão:

De um outro modo podemos dividir o sistema nervoso central (SNC), definido anteriormente como encéfalo e medula espinhal, em sete regiões fundamentais: medula espinhal, bulbo, ponte, cerebelo, mesencéfalo, diencéfalo e hemisférios cerebrais.

Acontece que o bulbo, a ponte e o mesencéfalo são chamados, coletivamente, de tronco encefálico ou cérebro posterior. Por outro lado, o diencéfalo e os hemisférios, reunidos, são chamados de prosencéfalo ou cérebro anterior. Portanto, simplificando a divisão acima teríamos: medula espinhal, tronco encefálico (cérebro posterior) e cérebro anterior (diencéfalo e hemisférios).

3 – Uma visão anatômica externa do encéfalo: alguns pontos gerais

Subdividindo a divisão ainda de modo simples, podemos reconhecer três partes principais no encéfalo, visíveis na maioria das observações:

  1. dois hemisférios cerebrais justapostos e separados por um sulco profundo;
  2. o cerebelo – um pequeno “cérebro” – também constituído por dois hemisférios, mas sem um sulco claro de separação;
  3. a porção caudal ou bulbar do tronco encefálico (cerebral);uma estrutura em forma de haste que se estende, a partir da medula espinhal, escondendo-se por baixo do cerebelo e por dentro da parte superior do cérebro.

Os hemisférios cerebrais, cerca de 85% do peso total do encéfalo, apresentam suas superfícies altamente pregueadas. As elevações dessas pregas são conhecidas como giros ou circunvoluções, e as depressões entre elas são chamadas de sulcos ou, quando mais profundas, fissuras. As superfícies pregueadas dos hemisférios cerebrais compreendem uma folha de camadas contínuas ou lamelares de neurônios ou células de apoio com cerca de dois milímetros de espessura, chamada córtex cerebral, região onde estão representadas as funções neurais e psíquicas mais complexas.

A superfície lateral do encéfalo

Quatro lobos: frontais, parietais, temporais e occipitais, separados por sulcos: central separa o frontal do parietal (aspectos anatômicos e motores).

A superfície dorsal e ventral do encéfalo

Corpo caloso unindo um hemisfério ao outro; tractos olfativos; bulbos olfativos; nervos olfativos; giro para-hipocampal; a superfície ventromedial do lobo temporal esconde o hipocampo que é uma estrutura cortical altamente pregueada importante nos processos de memória; úncus que inclui o córtex piriforme; quiasma óptico; corpos mamilares; pedúnculos cerebrais…

Superfície mediana do encéfalo

O lobo frontal de cada hemisfério estende-se para frente, sulco parieto-occipital; sulco calcarino; sulco cingulado; giro do cíngulo (proeminente), conjuntamente com o córtex a ele adjacente, é, algumas vezes chamado de “lobo límbico”- termo “lobo” empregado imprecisamente, pois essa região não é considerada o quinto lobo do cérebro. O “lobo límbico” que se envolve ao redor do corpo caloso, e as áreas subcorticais conectadas a ele são referidos como sistema límbico. Essas estruturas límbicas são importantes na regulação da atividade motora visceral e da expressão emocional, entre outras funções. Finalmente, ventral ao giro do cíngulo, temos a superfície mediana do corpo caloso.

Na superfície mediana, o diencéfalo pode ser visto como tendo duas partes: o tálamo dorsal, o maior componente do diencéfalo, que apresenta várias subdivisões, todas levando informações ao córtex cerebral de outras partes do encéfalo; o hipotálamo, uma parte pequena, mas importante do diencéfalo pois está relacionado às funções reprodutivas e do controle das homeostasias. O hipotálamo está intimamente relacionado, estrutural e funcionalmente, com a hipófise, um órgão endócrino crucial cuja parte posterior está presa ao hipotálamo por meio da haste hipofisária (ou infundíbulo)

O mesencéfalo olhado nessa visão localiza-se com os colículos superior e inferior, vários núcleos incluindo a substância nigra, localizados na porção ventral ou tegmento (significando ‘revestimento’) do mesencéfalo; a ponte, cerebelo, córtex cerebelar, folia (pregas) e bulbo.

4 – Quarta divisão:

Uma dessas divisões seria o cérebro separado em duas partes: o hemisfério direito e o esquerdo. Mas, como se nota, essa classificação pouco nos esclarecerá, a não ser dizendo que o hemisfério direito é o dominante (isso quanto à linguagem falada) e que o hemisfério esquerdo prefere narrar os acontecimentos e, nesses casos, frequentemente constrói mitos acerca do que acontece. O hemisfério direito está preso mais à realidade vivida e, por isso mesmo, é mais pessimista que o esquerdo, que é pródigo em fantasias e fantasmas. Mas isso é muito pouco.

5 – Quinta divisão:

Um outro modo, mais anatômico e minucioso, divide o cérebro nas diversas regiões: medula espinhal, tronco encefálico, cerebelo, hipotálamo, tálamo, subtalámo, epitálamo, núcleos da base, centro branco medular do cérebro, córtex cerebral, sistema límbico, vias ascendentes, sistema extrapiramidal, sistema nervoso visceral.

Nesse caso eu digo, antes de vocês: “Cruz credo! Deus nos livre disso! Não é isso que me interessa”! Não há nenhuma necessidade de aprender e, muito menos, decorar esses nomes, pois esse não é o objetivo do livro.

6 – Examinei uma antiga classificação:

Essa divide o SNC (sistema nervoso central) em três níveis principais conforme a função do sistema nervoso:

  1. Nível medular (sensibilidade e atividade motora)
  2. Nível encefálico inferior; aí se encontra muito do que chamamos de atividade subconsciente (ou inconsciente) do organismo, isto é, setores que são controlados por regiões situadas na parte inferior do cérebro, entre elas: bulbo, ponte, mesencéfalo, hipotálamo e gânglios (núcleos) basais. Cabe a essa região controlar (ou modular), por exemplo, a pressão arterial e a respiração ativada primariamente pela “substância reticular” (neurônios situados em parte do bulbo e da ponte). O controle do equilíbrio é uma função combinada das porções mais antigas do cerebelo com a substância reticular do bulbo, ponte e mesencéfalo. Os movimentos coordenados para girar a cabeça, o corpo e os olhos são controlados por centros específicos localizados no mesencéfalo, paleocerebelo e gânglios da base inferiores. Os reflexos da alimentação, tais como a salivação em resposta ao gosto do alimento e o lamber dos lábios, são controlados por áreas do bulbo, ponte, mesencéfalo, amígdala e hipotálamo. Além disso, nossas expressões emocionais como a raiva, as atividades sexuais, as reações à dor ou as reações de prazer utilizam-se dessa parte do cérebro, isto é, as regiões situadas abaixo do córtex cerebral, ou seja, da região subcortical (nível encefálico inferior). Não se preocupe, digo mais uma vez, com os nomes das regiões; eu as escrevi para indicar a complexidade cerebral diante das diversas ações nossas como sentir uma dor, provar um alimento, assustar-se com um barulho, etc. Tentei, em diversos momentos, explicar de modo compreensível alguns desses mecanismos sem precisar que você saiba os nomes das regiões envolvidas.
  3. Nível encefálico superior ou cortical. Esse nível é, em princípio, uma vasta área de integração (associações de neurônios) e armazenamento de informações, comparações, raciocínios etc.; aí também se estocam muitos dos padrões de respostas motoras, de cujas informações podemos dispor em qualquer ocasião para controlar as funções do corpo.

7 – Uma sétima divisão:

Para distrair sua mente já um pouco aborrecida, descrevo abaixo uma outra divisão:

  1. Suprimento sanguíneo
  2. Medula espinhal
  3. Tronco cerebral, cerebelo, sentidos especiais
  4. Cérebro anterior
  5. Sistema motor e gânglios basais (núcleos da base)
  6. Sistema límbico
  7. Tálamo
  8. Funções corticais mais elevadas
  9. Desenvolvimento do CNS

8 – Uma outra subdivisão:

esta divide o SNC numa parte sensorial e em uma outra motora (somos estimulados e agimos)

9 – Mais outra divisão:

Lobo frontal, temporal, parietal e occipital e mais: hipotálamo, glândula pineal, tálamo, cerebelo, tronco cerebral (formado por cérebro médio, ponte e bulbo (ou medula oblonga)).

10 – Ainda mais uma classificação:

Anatomicamente o cérebro tem três partes principais: o cérebro posterior (incluindo o cerebelo e o tronco cerebral), o cérebro médio e o cérebro anterior (incluindo o diencéfalo e o córtex e as duas massas principais dos dois hemisférios que controlam a atividade consciente).

11 – Divisão: Sistema Nervoso: Central e Periférico

Além dessas distinções funcionais gerais, os neurocientistas e neurologistas dividem convencionalmente a anatomia do sistema nervoso dos vertebrados em componentes centrais e periféricos.

O sistema nervoso central compreende o encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e a medula espinhal: segundo uma classificação.

O sistema nervoso periférico (SNP) inclui neurônios sensoriais que conectam os receptores sensoriais da superfície corporal (bem como estruturas receptoras especializadas, como o ouvido) com os circuitos de processamento dessas informações localizados no sistema nervoso central. Há uma porção motora do sistema nervoso periférico consistindo de dois componentes de axônios motores, que conectam o encéfalo e a medula espinhal aos músculos esqueléticos formando a divisão motora somática do SNP (e a divisão motora visceral ou vegetativa; ou neurovegetativa), que consiste de células e axônios que inervam os músculos lisos, o músculo cardíaco e as glândulas.

Sintetizando: o organismo apresenta, por um lado, setores para receberem informações (receptores visuais, gustativos, olfativos, auditivos etc. do meio externo e, também, do meio interno do organismo: dores, movimentos viscerais, dos músculos estriados, etc.). Por outro lado, ligações são formadas enviando essas informações para diversos lugares do SNC onde elas serão processadas e compreendidas. Tudo isso foi explicado em outro local.

Para tranquilizar o leitor

Finalizando: novamente meu alerta: citei diversos nomes de regiões do sistema nervoso que você não precisa guardar ou decorar. Repito o já dito anteriormente: não se assuste com alguns nomes citados de regiões cerebrais. Em resumo, o que desejo transmitir é que o nosso corpo, sem parar, dia e noite, detecta modificações nele próprio, vindas de todos os lados; num ou noutro momento eu cito um núcleo, uma via, uma área que participa da complexa vida animal. O importante é que você forme uma idéia geral e superficial dos inúmeros fatores que contribuem para que você sinta e pense razoavelmente, sabendo que existem regiões e circuitos neurais responsáveis por isso.

Do lado de fora do nosso organismo ficamos atentos aos perigos e às situações que podem nos ser agradáveis; do lado de dentro do organismo detectamos mudanças que nos causarão o mal-estar ou o bem-estar; ambas as mudanças corporais nos levam a agir para resolver um e outro problema (“Estou com sede, e cansado ao escrever. Vou parar aqui, tomar um pouco de água e esticar as pernas”).

Tenho mostrado o tortuoso caminho seguido por um estímulo, entre eles, uma fincada no estômago ou no coração, um desequilíbrio ao caminhar e outros sinais produzidos no seu trajeto em direção a “central” do cérebro para que o indivíduo tome consciência do acontecido e busque agir para tomar uma decisão (dar solução ao problema); o que estamos sem parar fazendo. Tento mostrar que existe por trás de tudo isso um sistema nervoso altamente complexo, além de substâncias químicas e sinais elétricos. Para que decidamos fazer um gesto simples, como pegar uma caneta e anotar um número de telefone que poderá ser usado algum dia, todo esse mecanismo, além das emoções sentidas, é ativado, sem isso não existiria ser vivo agindo para resolver problemas. De maneira simples: somos estimulados e reagimos a essas estimulações com os mecanismos cerebrais que herdamos (da nossa espécie) e usando as modificações aprendidas durante nossa vida particular (caracterizando nossa individualidade).

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