O aparecimento dos Seres Vivos

A Paleontologia, a Antropologia, a Paleantropologia e a Pré-história, bem como outras ciências do homem, nos ensinam que a vida nasceu da matéria e que todos os seres vivos que existem ou existiram pertencem a uma só árvore genealógica e que sua filiação chama-se evolução. A vida surgiu da não-vida, pelo menos uma vez, em algum momento. Os registros fósseis mostram que ela deve ter surgido há 4 bilhões de anos. Mas, a partir desse momento, por mais de 3 bilhões de anos a Terra foi habitada somente por organismos muitos simples, como os seres unicelulares que se assemelham a bactérias e algas.

Ocorre uma transformação constante nas formas de vida existentes; essas foram, aos poucos, tornando-se mais complexas. No início não havia vegetais nem animais; esses últimos começaram a aparecer há 3 bilhões de anos após o aparecimento de seres unicelulares segundo a ordem: Árqueo-bactérias e bactérias; aparecimento das Algas Azuis – possibilitando a produção de oxigênio, transformando a cor cinzenta da atmosfera para a azul atual, houve assim o aparecimento de diversas espécies que utilizam oxigênio para viver até chegar nos mamíferos e, finalmente, nos homens.

Aos poucos, uma antiga distinção entre a matéria inerte e a matéria viva foi se desvanecendo. Sabe-se atualmente que tanto os sapos e homens, como as pedras e as montanhas, são formados por átomos identificáveis pelos físico-químicos. O que se estuda agora é como, em cada organismo, vivo ou não, a matéria é composta e organizada de modo a criar um determinado indivíduo. As moléculas biológicas, ou moléculas gigantes, como as proteínas, agrupam, de um certo modo, milhões de átomos (basicamente C, N, O e H), substâncias essas que existem no ar, no solo, nas estrelas etc. Foi verificado que certos aminoácidos que dão origem às proteínas podem ser facilmente formados quando a energia elétrica passa através de uma simples mistura de gases. A absorção ou a emissão de radiação faz com que os sistemas mudem de um estado a outro.

Uma vez formado, basicamente, o organismo trabalha para sua manutenção e reprodução; que nada mais é do que a manutenção da espécie a que pertence. Para realizar essas duas tarefas – conservação do indivíduo e da espécie – as células dos seres vivos contêm informações necessárias para esses dois objetivos básicos e que dirigem toda a conduta: a manutenção e a reprodução da vida. Pois bem, essas instruções estão escritas através de um alfabeto composto de quatro letras: A, C, G, T (adenina, citosina, guanina e timina). Cada letra é formada por uma molécula de quinze átomos denominados nucleotídeos.

O alinhamento dessas quatro letras em uma ordem resulta nas “palavras”, que são os genes. Terminando o raciocínio: no núcleo de cada célula viva existem várias dezenas de cromossomos (46 no homem), onde cada um é formado por milhares de genes, ou seja, bilhões de nucleotídeos, que, no total, englobam trilhões de quarks e de elétrons. Existe uma sequência própria em cada indivíduo nessa construção.

As células vivas não passam de elementos químicos organizados de uma certa combinação, uma maneira única de composição das substâncias. Por exemplo, entre os mamíferos há cerca de mais de duzentas espécies de células diferentes que, agrupadas de certo modo, originam as “palavras” cães, gatos, elefantes etc. Com o acréscimo de algumas variedades suplementares, não muitas, englobamos todos os seres vivos da Terra: unicelulares, plantas e animais.

Os seres vivos, para sobreviverem, dependem de suas trocas com o meio ambiente. Através dessas trocas ocorrem transformações, evoluções e emergências. No começo houve formas de estruturas e comportamentos mais primitivos; esses modos rudimentares se desenvolveram, se enriqueceram e se diversificaram. Entretanto, jamais largaram ou, se quisermos, livraram-se totalmente de sua origem: o ser vivo é um ponto de troca; por seus orifícios, moléculas e fótons penetram sob forma de alimento, de respiração, de calor etc. A vida é um estado excitado da matéria e sabemos que um átomo excitado transmite sua energia para outro organismo, células ou átomos.

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