Buscopan (Escopolamina) – Alcalóide da belladona e anticolinérgicos sintéticos

Na literatura científica, a escopolamina (Buscopan) é conhecida também como hioscina, decorrente do nome científico da erva louca, Hyoscyamus niger. A escopolamina é uma substância afim à atropina encontrada na belladona (Atropa belladonna).

Diversos medicamentos usados por todos nós, inclusive crianças e idosos, têm como efeito principal ou secundário a inibição do efeito da acetilcolina, isto é, a mesma ação da escopolamina ou hioscina (Buscopan) e da Atropina (extraida da belladona).

A escopolamina (Buscopan) é uma substância química altamente tóxica e deve ser usada em dose minúsculas. Uma dose alta de escopolamina pode causar delírio, confusão mental, paralisia, estupor e mesmo a morte.

Para que serve a escopolamina ou hioscina (Buscopan)

O Buscopan funciona como antiespasmódico do trato gastrintestinal, das vias biliares e do aparelho geniturinário. De outro modo: combate dores de órgãos internos do organismo.

Como se usa

Drágea: embalagem 20 drágeas. Solução oral (gotas): frasco com 20 ml. Uso adulto e pediátrico. Composição: cada drágea contém 10 mg de butilbrometo de escopolamina, correspondentes a 6,89 mg de escopolamina. Excipientes: fosfato de cálcio, amido, dióxido de silício, ácido tartárico, ácido esteárico, povidona, sacarose, talco, goma arábica, dióxido de titânio, macrogol, cera de carnaúba, cera branca, álcool etílico, água purificada.

Uso na gravidez de Escopolamina

Até o momento, a ampla experiência clínica com o produto não demonstrou evidências de efeitos nocivos durante a gravidez humana. Mesmo assim devem ser observadas as precauções habituais a respeito do uso de medicamentos na gravidez, sobretudo no primeiro trimestre. Ainda não foi estabelecida a segurança do uso do produto durante o período de lactação. Em resumo: este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Sintomas comuns indesejáveis provocados pelo uso de Escopolamina, bem como da beladona e ou atropina

  • Os sintomas causados pelo envenenamento com escopolamina, beladona e atropina são muito semelhantes. Estes compostos causam vários sintomas característicos do seu mecanismo de ação:
  • Inibição das secreções salivares, lacrimais, bronquiais e das glândulas sudoríparas.
  • Garganta extremamente seca e, mesmo em doses reduzidas, causa secura da boca e da pele.
  • Taquicardia com doses elevadas.
  • Dilatação da pupila.
  • Também paralisa o olho durante o relaxamento do músculo ciliar.
  • Relaxamento do músculo liso dos brônquios, vesícula biliar e bexiga.
  • Constipação intestinal e retenção urinária.
  • Afeta o SNC, causando irritação moderada, em doses baixas.
  • Em doses elevadas, causa agitação, alucinações (efeitos psicoativos), visão turva e desorientação.
  • Nos casos mais graves verifica-se, ainda, perda de equilíbrio, sensação de estar sufocado, rubor facial e voz arrastada.

Os anticolinérgicos podem provocar efeitos adversos nos vários sistemas do organismo:

1- Sistema Nervoso Central: com doses tóxicas, a excitação central torna-se proeminente, originando inquietação, irritabilidade, desorientação, alucinações e delírios. Com o aumento das doses, a estimulação central é acompanhada de depressão, levando ao colapso circulatório e falência respiratória, após um período de paralisia e coma. As mesmas doses de escopolamina também podem causar os sintomas referidos. Doses elevadas de ambos os compostos podem provocar amnésia. As mortes são raras, mas a recuperação pode demorar vários dias.

2- Olho: a dilatação pupilar exagerada resulta em fotofobia. Como a lente está focada para a visão ao longe, a visão de perto fica turva e os objetos parecem menores do que realmente são. As doses sistêmicas convencionais de atropina (0,6mg) provocam um pequeno efeito ocular, ao contrário de doses iguais de escopolamina, que causam midríase (dilatação da pupila) e perda a acomodação. Quando aplicadas localmente, tanto a atropina como a escopolamina, produzem efeitos oculares de duração considerável, sendo que, a acomodação e os reflexos pupilares podem não estar totalmente recuperados até 7-12 dias depois.

3- Sistema Cardiovascular: doses elevadas de atropina causam, progressivamente, aumento da taquicardia, por bloqueio dos efeitos nos receptores da acetilcolina. O batimento cardíaco de repouso aumenta cerca de 35 a 40 batimentos por minuto, nos homens jovens, aos quais foi administrado 2mg de atropina (IM). O batimento cardíaco máximo (após esforço) não é alterado pela atropina. Com doses elevadas de escopolamina, a cardioaceleração acontece inicialmente, mas como tem um tempo de duração, 30 minutos depois o ritmo cardíaco retorna ao normal. A atropina em doses tóxicas e, às vezes, em doses terapêuticas, dilata os vasos sanguíneos cutâneos, especialmente os da face. Isto pode ser uma reação compensatória que permite a libertação do calor para contrabalançar o aumento da temperatura induzida pela atropina.

4- Trato gastrointestinal: a boca fica seca e a fala pode-se tornar difícil.

5- Glândulas sudoríparas e temperatura: doses baixas de atropina ou de escopolamina inibem a atividade das glândulas sudoríparas e a pele torna-se quente e seca. A sudação parece ser deprimida o suficiente para aumentar a temperatura corporal, mas é apenas visível após elevadas doses de atropina.

Todos estes sintomas caracterizam uma síndrome denominada “síndrome anticolinérgica aguda”, que possui sintomas centrais e periféricos:

  • Sintomas centrais: alteração mental ou de consciência, desorientação, discurso incoerente, delírio, alucinações, agitação, comportamento violento, sonolência, coma, depressão respiratória central e raramente convulsões.
  • Sintomas periféricos: hipertermia (temperatura aumentada), midríase (dilatação da pupila), membranas e mucosas secas, pele vermelha, quente e seca, vasodilatação periférica, taquicardia, diminuição da motilidade intestinal (por vezes, íleo paralítico) e retenção urinária.

Podem ainda ocorrer, excepcionalmente, choque cardíaco e parada cardiorrespiratória. Os doentes com glaucoma podem sofrer um agravamento desta condição e os doentes com hiperplasia prostática benigna são particularmente mais susceptíveis à retenção urinária.

Se a intoxicação for gravíssima podem ocorrer convulsões, a respiração torna-se inadequada, podendo ocorrer a morte por parada respiratória após um período de paralisia e coma.

5 comentários para “Buscopan (Escopolamina) – Alcalóide da belladona e anticolinérgicos sintéticos”

  1. gostei muito de ter solicitado este saite e garanto que irei indicar para outras pessoas >>>

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  2. eu ñ sabia

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  3. Estou tomando, e não estou conseguindo urinar, sera que posso continuar a tomar? , o Dr. pediu para tomar durante 6 dias, ja tomei 4, e também estou tomando ciprofloxacina.

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  4. Obrigado pela informação, pois me ajudou muito. Eu estava com uma pessoa com dor abdominal quando tinha que tomar o médicamento buscopam, então eu fiquei na duvida por causa do nome Belspan então procurei o site e descobi que era oa mesma composição graças pela imformação, fico muito grata,

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  5. E possivel esta substancia ser colocada num papel e ao ser aberto provocar eswtes sintomas colaterais e levar a pessoa a morte ou a um estado de torpor?

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