Uma Cheirada no Cangote

Rita, interessada e esperançosa em conquistar Tiago, decidiu procurar o médico para tentar emagrecer um pouco, pois, cada vez mais, seu peso aumentava. Envergonhada em pedir uma orien­tação para o que desejava, ela marcou uma consulta com o primei­ro médico disponível que ela encontrou naquela manhã no posto de saúde, onde os médicos, todos eles, eram seus conhecidos, pois foram contratados por seu pai, prefeito que era.

Trabalhando no posto de saúde da prefeitura de Liberdade do Oeste, Dr. Olavo Sousa e Silva de Aquino era conhecido por uma extraordinária e rara habilidade. Ao chegar em sua sala no próprio hospital onde trabalhava, algumas vezes, ele virava-se para a se­cretária quieta e datilografando alguns exames, após dar seu bom dia. De repente, empinando a narina, dava uma ou duas fungadas e afirmava categoricamente:

— A menstruação chegou! Sei disso!

— Eu? Perguntava espantada a secretária e continuava.

— Por que a pergunta?

— Pergunta não! Afirmação. Eu sei que você está menstrua­da. Senti o cheiro!

— São coisas íntimas, doutor. De fato, ela chegou ontem.

Histórias como essas eram repetidas no hospital onde Dr. Olavo trabalhava. Certo dia, ao sair de sua sala viu passar, logo após abrir a porta, Cleide, uma moça muito simples e tímida que traba­lhava na portaria do Centro de Saúde. Olavo, após sentir o cheiro que exalava de seu corpo, andou mais depressa até que a alcançou. Segurando-a amistosamente pelo braço, olhou para Cleide, após sua puxada de respiração pelas narinas e, sorridente, perguntou-lhe:

— Quando vai ser o casamento?

— Que casamento? Perguntou assustada.

— Ora, não minta! Sei que está namorando. Quando vai ser o casório?

— Mas, que horror! Arrumei um namorado ontem à noite. Como sabe?

— Conheço seu cheiro de moça solitária. Hoje ele está dife­rente, de pessoa que está amando, que está ligada. Não é?

Assim vivia Dr.Olavo Aquino fazendo das suas com seu nariz fora-de-série. Naquela manhã ele foi procurado pela filha do pre­feito. Rita chegou sem graça, como sempre fora, e, envergonhada, começou sua conversa:

— Dr. Olavo, todos falam aqui em Liberdade do Oeste que o senhor é um grande conhecedor de doenças através do cheiro. Não é isso mesmo?

— É… tenho um bom olfato. Sei disso.

— Olfato? Falaram que é cheiro dos bons, que é mais que olfato.

— É tudo a mesma coisa. O que é que tem?

— Eu tô querendo emagrecer, acho que estou um pouco gorda…

— Um pouquinho só. Respondeu Dr. Olavo, por educação e dó. Na cidade sua fama era de gorducha. Nesse momento, ele voltou a falar:

— Gostaria muito de ajudá-la, mas sou dermatologista e pou­co entendo disso. Vou lhe indicar um colega…

— Eu sei que o senhor é dermatologista. Já marquei consulta com endocrinologista. Acontece que vim aqui por outro motivo, por causa de um cheiro que tenho sentido, um cheiro muito es­quisito que sinto de uns tempos para cá. Parece que sai de minhas costas, ou melhor, do meu pescoço, bem aí atrás, no cangote.

— Deixe-me ver, ou melhor, sentir. Por enquanto não perce­bi nada… Ah… agora senti. Este cheiro é comum. Já sei… ele vem da cabeça, do cabelo.

Este foi fácil, é o cheiro da tinta do cabelo, todas as tintas têm um odor esquisito, umas mais. A que você usa…

— Não é só do cabelo, é um outro cheiro, Dr. Olavo. Este cheiro eu já conheço há muito tempo. Vê se consegue sentir o outro cheiro.

— Vou dar uma cheirada melhor, mais de perto. Onde é mesmo, em que lugar você sente?

— Bem aí atrás, no cangote.

O Doutor Olavo se aproximou mais de Rita. Pediu-lhe que indicasse com as pontas dos dedos onde era. Uma vez mostrado, o cheiro, segundo a paciente, vinha da nuca. Dr. Olavo, já bem de perto da paciente para sentir melhor o cheiro, levantou o cabelo de Rita atrás da nuca, a região de onde vinha o mesmo.

— Estou sentindo primeiro um cheiro da tinta. Você deve ter pintado seu cabelo ontem, ou hoje, pois o cheiro é forte.

— Pintei ontem à tarde, quando vou ao médico eu me apron­to toda. Antes de vir tomei um banho…

Devagar, para sentir melhor o odor reclamado pela paciente, o Dr. Olavo fechou os olhos, levantou mais ainda, com as pontas dos dedos, os cabelos de Rita, para que estes não o impedissem de sentir o cheiro da nuca. Em seguida, tendo os olhos totalmente fechados, concentrou-se, segurando com a mão direita os cabelos da paciente e levantando-os. Ele aproximou seu nariz até a nuca dela e inspirou bem fundo todo o ar que dali exalava. Lamentavel­mente não sentiu nada. Estava envergonhado do fracasso, um fato raro para ele. Mas não desistiu. Mais uma vez ele expeliu, o mais que pôde, o ar de seus pulmões. Em seguida, sempre de olhos fe­chados, encostou a ponta do nariz na nuca de Rita e inspirou tudo o que podia, por alguns segundos.

Quando Dr. Olavo tocava a ponta fria do nariz na nuca de Rita e inspirou com força, ela, ao sentir cócegas, tremeu todo o corpo e, ao mesmo tempo, sem querer, soltou uma risadinha com­primida e histérica. Exatamente no momento que tudo isso acon­tecia, ou seja, quando o nariz do doutor roçava delicadamente os pelos finos da nuca da cliente, durante sua inspiração profunda e, além disso, de olhos fechados enquanto Rita sorria acanhada, apre­sentando um tremelique nervoso, uma enfermeira entrou na sala à procura do Dr. Olavo para dar-lhe um recado de sua mulher.

Assustada com o que presenciou, sem graça e desajeitada, a enfermeira deu meia volta e, rapidamente para não assustá-los, fechou a porta por onde tinha entrado, sem nada falar acerca dos motivos que a levaram ao seu consultório. Dr. Olavo e Rita, enver­gonhados e sem graça, se afastaram o mais depressa possível.

Confuso com o incidente, Dr. Olavo, em seguida, pediu licen­ça a Rita para se afastar um pouco do consultório, pois precisava falar urgentemente com quem viera procurá-lo.

Atravessou o corredor quase correndo, atrás da enfermeira que já tinha desaparecido. Não a encontrando de imediato, foi direto à sala de enfermagem, pois ela deveria estar lá esperando por algum cha­mado ou preparando medicamentos e aparelhos que seriam usados em seguida. Lá chegando, ofegante e nervoso, aproximou-se de Ofélia que, por sua vez, evitou olhar para o médico, pois ainda estava enver­gonhada com o que viu. Apesar do observado, Ofélia não havia con­tado para pessoa alguma a cena vista e também não pretendia contar para ninguém o acontecido. É claro que ela, internamente, estava re­preendendo a conduta do médico farejador e ainda mais a filha do pre­feito. Ao chegar à sala, Dr. Olavo, nervoso, foi logo falando para Ofélia, diante de mais duas profissionais que também se encontravam lá:

— Não sei o que você está pensando de mim? Perguntou…

— Eu? Nada! Nada mesmo! falou Ofélia num tom de voz que demonstrava que ela preferia não conversar sobre o que viu na sala do ambulatório.

— Acontece, Ofélia, que eu não estava fazendo o que você pensou…

— Eu não pensei nada!

— Eu estava examinando a cliente.

— Examinando? Na minha terra eles dão um outro nome para isso.

— Rita havia se queixado de um cheiro esquisito na nuca…

A seguir, Dr. Olavo contou com detalhes a Ofélia o aconte­cido. A história contada foi ouvida ainda pelas pessoas que já esta­vam na sala e também por outras que lá chegaram, enquanto ele falava rindo dele mesmo, muito envergonhado. Terminado o rela­to, despediu-se e voltou à sala de exame para continuar a atender Rita. Nesse instante, pediu-lhe mil desculpas pelo ocorrido e pelo atraso involuntário.

Os dias passaram. Dr. Olavo, sendo um obsessivo, não tirava da cabeça o fato desagradável presenciado pela enfermeira e, para piorar ,com Rita, filha do prefeito. Diante da preocupação continu­ada, Dr. Olavo, automaticamente e sem querer, em toda as oportu­nidades possíveis contava o desagradável acontecimento ocorrido entre ele e a filha do prefeito. Seu relato era contado para seus colegas médicos, enfermeiras e auxiliares e, também, para amigos e outras pessoas pouco conhecidas.

Certo dia contou o caso, com todos os detalhes, para sua mu­lher. Esta, ao ouvir dele a história, comentou que já tinha sido infor­mada do acontecido. Contou-lhe ainda que ficou sabendo do fato através de uma vizinha, que trabalhava também no posto médico. Antônia, mulher do Dr. Olavo, tinha evitado discutir o assunto com seu marido, mas estava possessa com o ocorrido e envergonhada de sua conduta inconveniente.

— Vem contar para mim essa mentira. Eu já sabia disso há alguns dias.

— Você já sabia? Como?

— Ouvi de mais de uma pessoa. O caso já está falado. Vocês, homens, são sem-vergonha e bobos. Fazem uma bobagem dessas e, além disso, ficam expondo sua vítima para os outros. Se fosse uma mulher que fizesse isso, ela não contaria para ninguém. Vocês fazem a sacanagem e contam pra todo mundo.

— Mas eu não fiz nada de mais. Estava fazendo um exame.

— Que exame, que nada! Vem me contar essa lorota…

Não adiantou o Dr. Olavo lhe explicar inúmeras vezes. Sua mulher sempre achava que ele estava mentindo. Percebendo que até sua mulher não acreditava no fato contado por ele, Dr. Olavo, em lugar de desistir de falar sobre esse lastimável assunto, passou a falar mais ainda sobre ele, numa tentativa de mudar a interpretação dos ouvintes.

Aos poucos toda a cidade ficou sabendo da consulta do Dr. Olavo com Rita. Ele falava e falava sobre o caso, ora era numa reu­nião dos médicos do ambulatório, ora numa roda de amigos duran­te um casamento, ou até numa aula que deu para os alunos do co­légio da cidade. Sempre, obsessivamente, repetia a mesma história entre ele e a cliente.

Numa tarde de sexta-feira, seu chefe no ambulatório o cha­mou para uma conversa reservada. Dr. Olavo entrou sorridente no gabinete do diretor. Entretanto, ao entrar na sala, notou a fisiono­mia tensa do chefe. Enquanto Dr. Olavo se mostrava alegre e cal­mo, pois imaginou ser uma promoção ou algum elogio, o chefe do ambulatório quase não levantou a cabeça para cumprimentá-lo.

Ao observar que o rosto do chefe demonstrava gravidade e tensão, Dr. Olavo estremeceu. Convidando-o, secamente, para as­sentar-se, o chefe foi direto ao assunto:

— Chamei-o aqui em virtudes de alguns acontecimentos gra­ves e sérios de que o senhor é protagonista, ou seja, é o principal envolvido e acusado. O senhor, além de macular a atividade médi­ca em geral, apresentou uma conduta condenável do ponto de vis­ta ético. Também essa conduta desabonadora não ocorreu dentro de seu domicílio, nas ruas da cidade, ou nos prostíbulos.

— De que se trata? Perguntou Dr. Olavo, assustadíssimo, já imaginando a que ponto chegou um fato tão simples.

— Deixe-me falar. Ponha-se no seu lugar. O que você fez, foi feito aqui, na Instituição onde você trabalha. É uma vergonha!

— O que fiz? Perguntou Dr. Olavo ao Dr. Oscar, o médico antigo, agora chefiando o serviço. O Dr. Oscar era conhecido por ser bondoso, calmo, mas, ao mesmo tempo, exigente com respeito à conduta ética médica. Assim ele continuou:

— O que o senhor fez durante uma consulta foi grave, por sorte sua e também nossa, a cliente molestada pelo senhor, por sinal filha de nosso digníssimo prefeito, não deu queixa formal na justiça ou na polícia, como podia acontecer. Caso ela assim o fi­zesse, queixando-se a seu próprio pai, tal fato, dada sua gravidade, poderia lhe causar a cassação do registro médico.

Nesse instante, Dr. Olavo, sem ainda compreender tudo, es­tremeceu e, quase sem voz, falou humildemente:

— Dr. Oscar, que fiz eu? Não fiz nada! Afirmo, juro! O que fiz? Meus Deus!

Nesse momento, desesperado, Dr. Olavo tentou, mais uma vez sem resultado, contar toda a história ocorrida quando a enfer­meira entrou na sala de exame. Dr. Oscar, seu chefe, impediu-o de contar, pois já tinha escutado a história várias vezes. Não queria, de forma alguma, ouvi-la mais uma vez. Interrompendo o Dr. Ola­vo, seu chefe continuou a falar:

— O senhor cometeu duas faltas graves: a primeira delas foi o que o senhor fez com a cliente: um caso de abuso sexual com uma cliente indefesa e ainda dentro de um consultório médico. Seu segundo erro, depois desse primeiro caso horroroso, na minha opinião talvez tenha sido uma transgressão mais grave e lamentável ainda. Ocorre que a segunda falta grave que o senhor cometeu, esta ainda não acabou, o senhor continua a executá-la.

— Doutor! Eu não fiz nada de mais! Escute-me, por favor.

— Não! Chega! Não fez nada? Como se atreve a dizer isso? Após esse fato desabonador para nossa reputação, o senhor tem contado para todos: colegas, amigos e inimigos, sua façanha. Rela­ta, com minúcias, para emocionar os ouvintes, que estava exami­nando a filha do prefeito, quando fechou os olhos e, assim, come­çou a cheirar, talvez lamber, o cangote dela.

Isso é vergonhoso para o senhor, como médico. É vergonho­so para nossa classe e nossa instituição. O senhor foi mais além, agora. Depois de ter tido essa conduta desabonadora, vangloria-se de tê-la realizado.

Conta para todos, em voz eloquente, que a filha do prefeito, quando você aproximou dela seu nariz e boca, roçando possivel­mente a língua na nuca dela um pouco antes da enfermeira entrar na sala, quase teve, ou talvez tenha tido, um orgasmo de tanto prazer obtido com o contato físico.

— Nunca contei o fato desse jeito. Eu fui explicar o ocorrido, que foi trágico, e no entanto…

— Todas as pessoas do hospital sabem, tim-tim por tim-tim, acerca do que o senhor fez: médicos, enfermeiras, psicólogos, para-médicos de modo geral. Agora a coisa piorou e por isso assinei sua demissão do serviço, a pedido do prefeito.

— Demissão? Como piorou? Aconteceu uma vez…

— Piorou e muito. Agora os porteiros já sabem, as faxineiras, a farmacêutica e muito mais pessoas. Sua fama de cheirador de can­gotes alastrou-se tanto, que os clientes ficaram sabendo. Assim é que seu novo nome entre os pacientes é o do médico cheirador de cangotes. Muitos falam: “Dizem que o médico cheirador de cango­tes é muito competente”, enquanto outros falam: “Consultar com o cheirador de cangotes, de forma alguma. Deus me livre, imagine só, se ele resolver, durante o exame, cheirar outras partes”.

— Tudo isso é um absurdo, vou contar para o senhor…

— Não! De modo algum! Não sou moralista. Cada pessoa tem o direito de agir de um modo ou outro, mas a consulta médica tem suas regras clínicas e éticas. Mas, pior do que tudo isso que fez na consulta, é o que está ainda fazendo após o fato recriminável.

— Dr. Oscar, tenho tentado explicar…

— Explicar? Tem espalhado para todas as pessoas sua ca­pacidade de excitar as mulheres, cheirando e lambendo as suas nucas. Está fazendo sua propaganda, afirmando para todos que é um “exímio cheirador de cangotes”. Pode sair!

Um comentário para “Uma Cheirada no Cangote”

  1. coitado dele, as vezes as coisas são mal inperpretadas mesmo e é melhor nunca tentar explicar pois parece que fica pior. Será que aconteceu isso conosco?

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