O Paciente do Leito 33

O paciente do leito 33, aprisionado na cadeira de rodas, foi arrastado por um enfermeiro sonolento da enfermaria até o anfitea­tro ainda vazio. Ali ficou esperando o início da reunião clínica, que seria realizada para discutir seu caso.

A discussão do caso do paciente do leito 33 foi marcada para ser realizada às 10 horas daquela manhã. Fazia parte das reuniões semanais das sextas-feiras realizadas no Anfiteatro do Hospital das Clínicas da Universidade. Ela despertou pouco interesse entre os estudantes de medicina por ser uma história médica banal, seme­lhante a muitas outras ali já discutidas. Por isso, os responsáveis pelo “caso” tiveram dificuldades em persuadir e arrebanhar alunos e professores para a reunião.

Naquele templo sagrado, seria discutida a doença e o trata­mento do paciente do leito 33. Entretanto, com frequência, era ali também que o professor Protásio, inimigo mortal do professor Ter­tuliano, aproveitava a oportunidade para agredir seu colega e adver­sário, enquanto externava seus raciocínios clínicos. Muitas vezes, durante as discussões acaloradas, verdadeiras torcidas organizadas eram formadas a favor de um ou de outro professor. A apresentação do “caso do leito 33”, portanto, era mais uma oportunidade para que o professor Protásio mostrasse, além de seus conhecimentos de urologia e de sua extraordinária retórica, a incompetência e bur­rice do adversário.

A sala, por sorte, foi-se enchendo, para alegria dos respon­sáveis pelo caso. Nas primeiras cadeiras do anfiteatro divisava-se senhores de fisionomia séria, cabelos grisalhos, ligeiramente obe­sos, tendo o rosto não só bem barbeado, como também marcado pelas rugas. Alguns pareciam cansados, outros conversavam anima­damente esperando o início da sessão. Na parte alta do anfiteatro, jovens robustos, de roupas soltas, falavam alto, riam e brincavam entre si, às vezes movimentavam-se pelo salão.

O paciente do leito 33, imobilizado na cadeira de rodas, vestia o uniforme azul desbotado do hospital, uma roupa larga para seu corpo macerado. Seus olhos fundos e fixos, embutidos na sua cabe­ça inclinada para baixo, pareciam examinar a claridade produzida pelo reflexo da luz que incidia no piso. Seu rosto ossudo e magro era coberto por uma pele morena-esverdeada, os cabelos pretos, amassados onde ele se deitara, mostravam alguns poucos fios bran­cos, suas mãos, penduradas nos braços esqueléticos, exibiam veias finas, onde corria um sangue descorado e morno.

Instalado na parte mais baixa da sala, de frente para a platéia, o paciente do leito 33 podia ser observado por todos. Além do mais, como sua cadeira não era fixa com as outras, o seu corpo podia ser levado para um lado ou outro da sala. Isso facilitava a aproximação e o exame dos mais curiosos.

Submetido às pressões daquele mundo estranho, ainda não bem esclarecido, o paciente do leito 33 tentava compreender a peça que ali seria representada e da qual ele participaria. Não era difícil notar o contraste entre ele e os outros, não só quanto às rou­pas usadas, como também no que diz respeito ao aspecto físico. Os mais velhos usavam jalecos de mangas compridas, gravatas, sapatos pretos, conversavam como se trocassem segredos. Os mais jovens calçavam tênis, vestiam camisas coloridas e aventais de mangas cur­tas, discutiam animadamente acerca de futebol e de paqueras e, de repente, davam estrondosas gargalhadas. Algumas moças abraçavam e beijavam os companheiros. Um rapaz, de gestos delicados, usava brincos e tinha os olhos pintados. Finalmente a sessão foi aberta. Os professores começaram a ler e a comentar o caso. Logo depois, o interrogatório teve início: perguntas e mais perguntas foram feitas.

O paciente do leito 33, automaticamente, ia respondendo aos inquiridores – perguntas já conhecidas, as mesmas feitas na enfer­maria, sendo assim não foi difícil respondê-las quase sem pensar.

A partir daquele momento seu “caso” estava sendo alvo de especulações de famosos mestres da medicina: um caso interes­sante para alguns, chato para outros, um passatempo para uns e até mesmo uma obrigação para muitos. Iniciadas as discussões, o protagonista da representação usou e abusou das contrações fa­ciais apropriadas para cada frase pronunciada: gesticulou, às vezes, sorriu. Elevou ou baixou o tom de voz, isto é, exibiu uma técnica artística elegante e apurada, estudada para bem representar. Era preciso impressionar os assistentes.

Como um condenado na sala do júri, o paciente do leito 33 assistia às discussões que começavam. Ele submetia-se, angustiado, àquela pantomima ruidosa, esquisita, que estava sendo encenada. Por não entender a maioria das palavras ali pronunciadas, ele es­forçava-se para compreender, pelo menos, as expressões faciais, os movimentos dos membros, o tom e a altura das vozes, afinal, a mímica corporal dos faladores. Mas, por mais que tentasse, conti­nuava não assimilando o significado daqueles sinais diferentes dos conhecidos por ele. Desse modo, as mensagens transmitidas, agin­do como corpos estranhos, não eram traduzidas para sua mente diferente.

Algumas vezes ele tentou compreender o significado dos sor­risos que, ocasionalmente, recebia de algumas jovens, olhares que levaram o paciente do leito 33 a lembrar-se dos flertes afetuosos que recebera de Teresa, quando começou a namorá-la. Mas, naque­la sala, as moças prontamente davam-lhe as costas e não mais o ob­servavam. Teresa, ao contrário, o fitava com seus olhos pequenos, pretos e redondos, por um longo tempo, com doçura, depois eles se beijavam.

Derrotado, ele procurou interpretar a cena que descortinava-se naquele teatro do absurdo, através de lembranças antigas, retira­das com dificuldade de sua mente.

Assim, ele tentou visualizar representações de espetáculos vistos quando ainda era criança, despertadas e parecidas com o que assistia no momento. Lenta e penosamente, de sua memória distante e enfastiada afloraram fatos esparsos: o circo na praça com os números de marionetes, os palhaços de roupas largas e vozes fanhosas, os macacos usando óculos e de saiotes, brigas e tapas de mentira no picadeiro e as canções melosas, monótonas e repetiti­vas, que saíam dos discos antiquados e rachados da vitrola.

Alguns observadores mais experientes ali presentes sabiam que as pistas fornecidas pela história do paciente – sinais e sintomas – às vezes eram deixados de lado, já que o desejo de massacrar o ri­val podia ser o fator mais forte. Entretanto, a maioria dos presentes, não percebendo motivos velados, emocionava-se com a oratória brilhante e a dedicação demonstradas para com o paciente.

As acaloradas discussões cresciam como as tempestades de verão: inicialmente pingos leves e esparsos, depois chuvas baru­lhentas. Assim, os ilustres professores, esquecendo por momentos o paciente, lançavam farpas alimentadas por uma ironia elegante. Como as discussões complicadas geralmente motivavam mais a platéia, era comum os professores transformarem problemas sim­ples em quebra-cabeças complexos. Através desses era mais fácil escancarar a ignorância do adversário.

As hipóteses e deduções do Dr. Protásio foram magistralmen­te elaboradas. Ele argumentava sorridente, saboreava cada frase proferida e, principalmente, sabia onde desejava e precisava che­gar. Aos poucos, ele foi descortinando seu diagnóstico, seguindo uma linha de raciocínio sinuoso e complicado, como gostava. O ponto final da oratória terminou abruptamente, após citações de artigos estrangeiros recentes.

Foi uma conclusão bela, triunfal e emocionante, demonstran­do grande erudição. Coube a este professor a decisão final: o pa­ciente deveria submeter-se a uma cirurgia radical. Ninguém ousou ir contra sua argumentação. Anotações apressadas foram feitas no prontuário.

O paciente do leito 33, encurvado, continuava sem entender o palavrório. Apesar de atordoado, percebia que sua vida estava nas mãos daqueles doutores agitados e falantes. Enquanto assim refletia, seu pensamento foi cortado pelo tom de voz áspero do professor, ao decretar uma sentença inapelável:

— Os testículos e o pênis do paciente devem ser amputados na próxima semana.

Ninguém foi contra. A reunião precisava terminar: a hora do almoço aproximava-se. Todos tinham fome e, além disso, os médi­cos, daqui a pouco, deveriam estar em seus consultórios particu­lares. Por tudo isso o grupo apressou as conclusões finais, alguns presentes ainda fizeram pequenos comentários:

— Para mim – disse um – seria melhor tirar apenas o terço su­perior do pênis, pois este poderá ter alguma utilidade.

— Não – retrucou outro – deverá ser extirpado totalmente, para evitar um retorno do câncer.

Também um terceiro afirmou: – com 42 anos, para quê um pênis? Já tem filhos… além disso, o que ganha não dá pra nada.

Desse modo, os médicos decretaram o fim da fria e monóto­na vida sexual do paciente do leito 33. A sessão estava terminada. O enfermeiro entrou no salão e empurrou a cadeira de rodas cheia de grilos em direção à enfermaria fria. Lá, o paciente passaria o fim de semana. Naquele sepulcro, de paredes nuas e brancas, cada um, confrontando sua solidão, meditava acerca do sofrimento. Estendi­do no leito 33 ele rezava, para que ele ou seu vizinho de enferma­ria, tivesse, pelo menos, uma boa morte.

Acabada a reunião, o almoço alegre e farto, os planos para a noite, a cerveja gelada, o esporte do fim de semana, a transa com a namorada, o passeio ao sítio e o esquecimento da vida atribulada.

Segunda-feira: os alunos sorridentes, queimados de sol, re­gressaram à enfermaria. Era dia de visita aos leitos. Alguns debru­çavam-se curiosos sobre os órgãos genitais do paciente do leito 33 para observá-los, como se examinassem uma escória, que seria desprezada ainda naquela semana.

Ninguém percebeu as lágrimas salgadas que jorravam de seus olhos quase fechados e deslizavam pelo seu rosto envergonhado, manchando o uniforme azul.

A cirurgia foi perfeita, um sucesso! Foram retirados, como fora determinado, os testículos e todo o pênis e era o melhor para a saúde do paciente, conforme a decisão dos professores.

— Mas e agora? Perguntava apreensivo o paciente para si mes­mo e continuava refletindo: – como conviver com minha mulher, ou as outras e mesmo meus amigos? Meus planos estão enterrados para sempre… sinto vergonha de mim mesmo, fiquei aleijado neste lugar, o mais importante do homem. E agora, o que fazer com este corpo?

A partir da cirurgia, o paciente do leito 33 somente imaginava o que não mais poderia realizar: suas aventuras, seu maior e talvez único prazer. Estava tudo acabado… a vida não tinha mais valor, toda ela fora construída em torno do orgulho de ser homem. Era melhor morrer do que viver assim.

Nos dias que se seguiram, o paciente do leito 33 voltou a sorrir para os médicos e estudantes que vinham vê-lo, para contar-lhe o sucesso da cirurgia. Já confortado, ele agradecia a ajuda dos bondosos amigos da medicina.

Numa tarde cinzenta de verão, aproximou-se do leito a sim­pática enfermeira Lúcia, acompanhada da bonachona assistente social Clara, cada uma com seus sorrisos costumeiros. Estavam ali para prepará-lo para deixar o hospital. A cicatriz já se formara no lugar onde antes habitava um pênis. A enfermeira, carinhosamen­te, lhe ensinou qual seria a melhor maneira de fazer xixi após a cirurgia.

— Não é difícil, ela lhe explicou, — é só assentar no vaso ou agachar no chão, como fazem as mulheres. Entendeu? Não precisa preocupar-se, é uma pequena mudança, logo irá se acostumar.

As explicações se sucederam. Havia, segundo ela, diversos outros modos agradáveis de gozar uma boa vida sexual e, com sa­bedoria de quem conhece, demonstrando até certa excitação ao fazer uso de gestos desenhados com suas mãos brancas e delicadas, a caridosa enfermeira lhe ensinou novas técnicas de fazer sexo.

Finalmente a alta hospitalar: 12 de dezembro, um calor asfixian­te, uma viagem na poltrona dura e estreita no velho ônibus, a saudade de sua casinha em Chaves das Botas. Mas sua mente não abandonava o terrível pensamento: “Estou sem saída, sou um castrado.”

Antônio dos Santos Filho chegou exausto na rodoviária da ci­dade. Teresa esperava-o, melancólica por costume. Recebeu-o com um abraço envergonhado e desconfiado. Os filhos, vendo o pai des­figurado pela magreza e palidez, choraram amedrontados e se es­conderam, uns agarrados aos outros, na saia da mãe. Neste instante, Antônio chorou.

A noite em Chaves das Botas estava quente. Antônio pouco comeu da sopa de macarrão que Teresa fez com carinho e foi cedo para o quarto. Deitado, evitou encostar-se em Teresa, que o espera­va pronta para ser usada. Ele permaneceu mudo ao lado da mulher. O sono não veio por mais que tentasse. O plano imaginado nos mo­mentos de solidão renasceu. Impelido pela obsessão que o domina­va, ele levantou-se, procurando não acordar Teresa. Mas, ao sair do catre, esbarrou na perna de sua mulher, que gritou espantada:

— O que foi Antônio?

— Nada, mulher, vou ao quintal… mijar…

Antônio caminhou cambaleando para o terreiro escuro, quente e abafado como ele. As ideias, antes confusas, foram, aos poucos, ficando mais claras. A coragem aumentava. Sentia inter­namente uma pressão para agir. O plano elaborado no silêncio do hospital estava prestes a ser executado. Suava frio, pois, apesar de tudo, ainda tinha medo. Automaticamente agachou-se para urinar como fazem as mulheres. Nesse instante relembrou a sessão clíni­ca, os ensinamentos da enfermeira e da assistente social, de todos que lutaram tanto para mantê-lo vivo a qualquer preço.

Agora estava livre para agir: desprezava a todos, a tudo. Nada mais lhe importava. Era preciso concretizar o que imaginara, aca­bar com tudo aquilo de uma vez por todas.

Trêmulo, lembrou-se dos médicos que lutaram tanto para mantê-lo vivo. Vacilou por instantes, sentia culpa por decepcioná-los e despre­zar o que eles tanto valorizavam. Antes de partir em direção à macabra e terrível ação, Antônio apalpou, pela última vez, a cicatriz formada no seu corpo desfigurado. Nesse instante, não teve mais dúvidas.

Sua mulher, sem dormir, preocupada com a demora, levan­tou-se e, após acender uma vela, dirigiu-se ao quintal iluminando apenas o estreito trilho por onde caminhava. Teresa, amedrontada, gritou por Antônio, a princípio, timidamente. Nada, nenhuma res­posta. Ouviu-se somente no sossego da noite o piado de uma coruja distante. Novo chamado, agora mais estridentemente. O silêncio parecia ser, a cada instante, mais intenso. Agora ela escutava somen­te os sons apressados do seu coração aflito e sua própria respiração ofegante. Mal segurando a vela que estava prestes a se extinguir, trôpega, ela observava cada vestígio de vida e de esperança encon­trada. De repente, no escuro, percebeu que algo balançava na pe­numbra. Paralisada, ergueu um pouco mais sua cabeça, aproximan­do a chama mais perto do vulto para ver melhor. Quase encostou a chama no vulto. Nesse instante Teresa soltou um urro, antes de cair desmaiada, diante do que acabara de ver: no galho da mangueira, havia um corpo suspenso, não havia mais Antônio.

Dependurado num cipó fino, um pouco acima do chão, ele parecia mais magro ainda. O laço, ao entrar na carne existente em volta do seu pescoço, produziu um profundo e feio canal roxo. Sua fisionomia parecia mais serena do que antes, seu rosto mais belo. De seu corpo morno, pingos de suor, imitando gotas de orvalho, desciam preguiçosamente pela sua face e caíam no solo, fertilizan­do a terra empobrecida. Naquela silenciosa noite de dezembro, um aroma novo e diferente foi criado: a fusão do odor emanado da terra, o suor do corpo de Antônio e o perfume adocicado das mangas maduras.

Antônio parecia sorrir, zombou da vida com a ajuda do frágil cipó. Sem a sabedoria dos professores da medicina, derrotou, com simplicidade, as sábias teorias dos doutores ilustres.

Desafiou os que afirmaram saber o que era melhor para ele. Preferiu morrer a viver curado para sempre e somente alcançou a liberdade através de sua morte.

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