Metamorfose

Final de férias. Começo de aulas. Naquela manhã, ao abrir os olhos, percebi que meu corpo se transformara. Ao passar as mãos pelo meu rosto, notei que este, bem como minhas pernas e braços, estavam diferentes. Até meus órgãos sexuais não eram mais os que estava acostumada a ver e tocar. Em pânico, sem rumo, a princípio procurei não mais me examinar; tinha medo de descobrir coisas piores. Entretanto, a curiosidade foi mais forte e, medrosamente, comecei a olhar e a pegar nos novos tecidos que cobriam meu or­ganismo. Tragicamente, concluí que meu corpo não era mais o da menina de treze anos que conhecia.

A cabeça pesava. Cambaleando fui até o banheiro, ainda não me despertara completamente. Apesar do sofrimento que antevia, senti uma atração pelo espelho. Era preciso examinar-me melhor, mais uma vez. Quase desmaiando, abri a torneira da pia, apanhei uma porção de água fria e molhei, demoradamente, meu rosto es­pantado. Desejava ficar livre, o mais depressa possível, desse pesa­delo. Diante do lavabo, ainda sem olhar para o espelho, eu pergun­tava-me: “Como seria vista pelos outros?” Sempre de cabeça baixa, olhei fixamente para a água que escorria devagar. Sabia que prote­lava, até onde podia, a revelação final. Mas, o que fazer? Não sabia, minha mente jamais trabalhara com um problema como esse.

Tentava não fixar meus olhos no velho e conhecido espelho. Ele, até aquela data, sempre fora calmo e honesto. Ali quieto, de­pendurado na parede, ele observava-me de longe, pronto, e talvez até desejando revelar-me a verdade.

Era ele que todas as manhãs examinava-me minuciosamen­te com seu olhar crítico, justo e severo, às vezes, bondoso. Ja­mais evitou dialogar comigo inventando desculpas, como, por exemplo, dizendo que estava ocupado com outra pessoa, ou sem tempo para mim. Ele sempre estava à minha disposição, bastava aproximar-me dele.

Era desse espelho amigo que eu recebia os mais diversos pa­receres: “Hoje você dormiu demais, não devia ter ficado até tarde vendo aquele filme”, “Você está ótima”, “Que cara mais esquisita. Está com raiva?” O espelho dava-me conselhos, alguns agradáveis, outros alarmantes: “Está comendo demais, ficará gorda como uma elefanta.” Eu ficava radiante quando ele, sorrindo, dizia-me: “Você hoje está linda! Este penteado fica muito bem em você, conquista­rá todos os colegas.” Mas ele dava-me outras mensagens, além das críticas e elogios, dava-me apoio. Algumas vezes ele ficava penali­zado com meu sofrimento: “Estou com dó de você, mas nada posso fazer, é preciso acordar, pois já está na hora de ir para a escola.”

Após rodeá-lo por alguns momentos, decidi examinar-me no espelho pois, apesar do medo, eu confiava nele, ele era honesto. Queria acabar com a dúvida, receber um diagnóstico final através daquela entrevista, que acontecia todas as manhãs. Além disso, es­tava curiosa para ver sua reação diante do meu corpo. Pensando assim, levantei minha cabeça e olhei, corajosamente, para o espe­lho. Mas, logo em seguida, estava arrependida do que havia feito. Vi, para minha tristeza, do outro lado da parede, o que não queria ver: meu organismo transformado. Eu era outra pessoa mesmo, não havia mais engano, não estava mais dormindo. O meu amigo espelho, mais sério do que de costume, apesar de manter sua pru­dência e serenidade, ficou confuso. Deu-me a impressão de ter fica­do desapontado por não ter encontrado e dialogado com a pessoa esperada. Logo após olhar-me, emudeceu. Também, não era para menos, esperava conversar e emitir um parecer para uma pessoa, não para aquela desconhecida. Engasgado, meu avaliador não con­seguiu dar-me nem mesmo o seu habitual bom dia.

Irritada com esse comportamento, pisei duro no chão e saí dali zangada. Antes, fechei a cara e fiz caretas, as mais feias que co­nhecia. Ele, por sua vez, demonstrando ódio, devido aos meus mo­dos grosseiros, fez o mesmo: franziu o cenho, fez caretas tão feias como as que havia feito e pisou duro no chão. Ele comportou-se de um modo que jamais tinha presenciado. Por instantes, abandonan­do a costumeira neutralidade, ele olhou-me com desdém. Dei-lhe as costas, dizendo palavrões. Será que ele me estranhou?

O que vi no espelho, agindo como um jato de água fria, der­rubou-me. Agora não mais podia negar a metamorfose: fui transfor­mada, durante a noite, numa outra pessoa, um ser estranho para mim mesma. Acordei com um corpo e um raciocínio diferente do que possuía. Bem que eu andava desconfiada de certos fatos, de algumas conversas que ouvira, de olhares que, infelizmente, ape­sar de ter suposto, não decifrei, de enigmas e códigos escondidos. Como fui idiota!

Desajeitada no meu novo organismo, tentando entender a transformação e acostumar-me com ela, decidi, após vestir roupas emprestadas às escondidas, pertencentes ao meu irmão, sair rapi­damente de casa. Não queria que ninguém me visse daquele modo. Todos ainda dormiam.

Sem rumo, caminhei em direção ao colégio, era lá o meu des­tino todas as manhãs, portanto devia ser também o daquele maldi­to dia. Andei devagar pelas ruas, atrasava minha chegada proposi­tadamente, mas acabei lá. Diante da porta de entrada esperei um pouco, escondida atrás de uma árvore. Só entrei no velho prédio, quando tocou a sineta.

Do mesmo modo que notava que meu corpo estava trans­formado, percebia que também minha mente estava possuída por uma nova compreensão, por novos fundamentos lógicos acerca do mundo e de mim mesma. A nova mente produzia imagens es­quisitas, concluía de modo não usual. Além disso, não planejava e organizava os pensamentos de forma objetiva e produtiva, mas, ao contrário, as imagens apareciam desorganizadas, umas eram liga­das às outras sem que existissem elos ou razão para isso.

Elas fundiam-se de um modo incompreensível. Entrei na es­cola usando esses novos óculos, para observar, entender e inter­pretar as coisas, as pessoas e os fatos.

A escola não era a mesma. Vi fisionomias coloridas, alvas e cinzentas, todas tinham as faces congeladas, não havia contrações, nem gestos, pareciam estátuas. Continuei minha marcha sonâmbula, como nuvens levadas por ventos calmos. Eu penetrava, com leveza e delicadamente, nos poros dos colegas enfileirados, um ao lado do outro. O que desejava? Não sabia. Vi alguns rostos esculpidos em me­lancias, eles fitavam-me. Estariam debochando da minha imagem?

Memórias de ontem, de como era, invadiam minha mente, comparava-me… não compreendia… tinha saudades. Perdida, solu­çava diante desse mundo confuso. Continuei minha caminhada, no­vos grupos. Num, os participantes olhavam-se, noutro eles emitiam sons que não compreendia: “Seria uma outra língua?”, perguntava-me sem resposta. Alguns comentavam experiências passadas, mas sem nada falar, outros estavam nus, tinham uma face triste, alguns riam, por nada. Chamou-me a atenção uma moça alta e gorda, que olhava para cima, de boca aberta, parecia que ia engolir alguma coisa. Ao seu lado, agarrado a ela pela blusa, um rapaz seguia uma abelha perdida.

Automaticamente, andava sem sair do lugar, estava presa à metamorfose, não mais conseguia retornar ao passado. Minhas per­nas não me obedeciam, minha mente não mais sabia dar ordens para o novo corpo. Pensava em sumir, acabar com tudo aquilo, com o pesadelo. De repente, minhas pernas moveram-se sem que eu desejasse e fui levada em direção à sala de aula. Atravessei um comprido corredor iluminado por lâmpadas amarelo-avermelhadas, presas na parte mais alta do teto. O corredor estreito, rodeado de grades altas, pintadas de cinza e roxo, não tinha fim. De cada lado, mais e mais alunos, centenas, milhares deles. Em certos momentos, todos pareciam iguais, em outros, transformavam-se. Eles olhavam-me e examinavam-me. A face de alguns era achatada, muitos não tinham olhos, mas, mesmo assim, seguiam-me os passos.

Suando frio, com o coração apertado, fui lançada numa sala. Esta, como tudo ali, também mudava de forma, tamanho e cor, à medida que eu olhava. Num certo momento, surgiu do escuro uma cadeira – parecia sorrir para mim – era a mesma onde assentei-me durante o ano passado. Foi nela que gravei meu nome antigo, num cantinho, bem escondido. Aos poucos, o nome, desenhado com tinta dourada, foi aparecendo, letra por letra e tornou-se mais visí­vel no encosto da cadeira.

Fiquei sem saber se devia ou não assentar-me nessa cadeira marcada. Em dúvida, caminhei em direção a um canto escuro, no fundo da sala, imaginando esconder-me. Esperei tensa o início, não sabia de quê. Eu refletia: “Que pena hoje ser hoje, como foi bom ontem, quando me conhecia melhor… tudo era mais fácil, eu sabia o que fazer. Ou apenas achava que sabia?”

Escondida no canto observava os que entravam. Aos poucos a sala ficou cheia. Examinava as fisionomias, todas indiferentes diante daquele ambiente que eu percebia anuviado e deformado. Comparava-me com eles. Eu era uma caloura naquele mundo estra­nho. Assentei-me com medo.

O professor, que entrara, retornou à secretaria, pois esquecera o diário com os nomes dos alunos. Um alívio temporário. Pressentia que daqui a pouco seria descoberta. Alguns alunos se levantaram após a saída do professor: abraços, gargalhadas, saudações, brinca­deiras, gritos, conversas na sala apertada. Três deles, sem que sou­besse o motivo, caminharam em minha direção. Novo desespero! E agora? Mas, ao contrário do que imaginara, eles aproximaram-se e trataram-me com toda naturalidade e amabilidade possível, como qualquer colega masculino. Por que não notaram? Afinal, quem eu era para eles, um homem ou uma mulher? E para mim?

A sala de aula estava abafada e quente. Permaneci como se es­tivesse amarrada à cadeira. Suava, estremecia diante de cada olhar, de cada movimento. Tampei parte do meu rosto com as mãos, numa tentativa tola de esconder minha nova identidade, esforçava-me para mostrar supostos resíduos da menina que abandonara-me. Entretanto, criticava-me, pois sabia que os sinais identificadores da adolescente de treze anos não mais existiam. Por sorte, os colegas não compararam meu organismo atual com o antigo. Eles perce­biam somente o presente, assim olharam-me como se tudo sempre tivesse sido desse modo. No burburinho formado, aproximaram-se mais colegas, alguns deles velhos conhecidos. Estremeci! Agora irão perceber meus cabelos curtos, meu buço que começava a apa­recer, minha voz, ora grossa, ora aguda e irritante, minhas novas roupas e um modo masculino de falar, andar e comportar-se.

— Que pena! Disse-me um dos colegas, olhando-me, enquan­to procurava um lugar para assentar-se perto de mim. E continuou – são poucos os rapazes… esse ano não teremos um bom time de futebol. Sem saber o que falar e receosa da voz que sairia, fingi concordar:

— Hum, hum.

Eu nunca gostei de futebol, deve ser péssimo levar pontapés e tombos. Que tolice. Desejava sumir dali, escapar daquela prisão o mais depressa possível, abandonar este eu que apossou-se de mim, e retornar ao mundo antigo, com suas regras e padrões que conhe­cia bem. O eu anterior sabia agir, fazer ou não fazer o que devia, o que era certo e o que era errado. Nesse organismo, aprisionada pelo ser estranho que dominava-me, não mais sabia comportar-me. Assim, perguntava-me: “Devia ou não olhar para minhas colegas como antes? Devia namorá-las? E diante dos meninos? Nova con­fusão: “O que fazer? Como antes? Perdi a bússola original, estava perdida.

Fui treinada, e muito, para conquistar rapazes. Sabia com mi­núcias todas as técnicas, os diversos truques capazes de transformar um jovem esperto num bobo. Bastava um certo olhar, um sorriso especial, o uso de um certo tom de voz… Agora, com tristeza, vejo que esses ensinamentos não me servem. O que faço com o antigo modo de pensar? Jogo-o fora? Terei que aprender tudo de novo? A todo instante era forçada a enfrentar nova situação, para a qual não tinha conhecimento ou treino. Que azar! Porcaria! Oh meu Deus todo poderoso, ajude-me a encontrar uma saída!

Repentinamente, deparo-me com mais um problema terrível. Notei que uma menina começou a observar-me, a princípio, discre­tamente. Por sinal ela era dengosa e engraçadinha, de bom tama­nho, simpática. Aos poucos descobri que ela queria conquistar-me. “E agora, o que fazer?” perguntava-me. Que horror! Namorar uma mulher? Ela foi se aproximando, mais e mais… fingia nada querer, como distraída. Começou a conversa num tom de voz suave e meló­dico. Confesso que eu estava envergonhada, pois sentia-me atraída pela sua maneira de falar. Ela me cativava com seu jeito.

Confusa com a cena, intranquila, descobri que ela fazia uso, para encenar e representar a conquista, dos mesmos gestos, da mes­ma técnica que eu empregava em situações semelhantes. Por outro lado, estava claro como água: ela procurava atrair-me. Perguntou-me, com voz adocicada, onde morava, onde estudei antes… Era o papo introdutório para poder ir mais longe: marcar um encontro, fazer um elogio e tudo mais. Diante de suas intenções cristalinas, sufocada, sem saber o que fazer, comecei a gaguejar, às vezes fingia não entender o que dizia, tentava ganhar tempo. Ela, insistente, sabia o que queria… Olhava-me com ternura, como sempre fiz. Foi se aproximando, segura de suas pretensões. Eu não visualizava ne­nhuma saída, seria um escândalo o que estava prestes a acontecer. Que vergonha!

Alarmada, desejando interromper de qualquer forma aquele jogo amoroso que se iniciara, imaginei, como último recurso, des­maiar, na impossibilidade de matar-me, como desejava. A cada ins­tante ficava mais sobressaltada. Suava frio e, para não cair, agarrei com firmeza os braços da cadeira, coloquei meus pés no chão. Na­quele momento estava hipnotizada pelo rosto que habitava aquele corpo, pelo olhar que fitava-me naquela manhã sem igual.

Num certo momento, quando ela girou o rosto para olhar-me mais de perto, quase encostando o dela no meu, sua face foi ilumi­nada por um facho de luz, uma luminosidade ainda fria do sol da manhã que entrara pela janela da sala. Fui tomada por uma terrível confusão, assustada com o que deparei: vi, de maneira muito níti­da, o próprio fantasma ou alma, isso eu não sei.

Acontece que ela, ao atravessar a luz do sol, mostrou com ni­tidez seu rosto e seu próprio corpo que emergiram do escuro: sua pele era branca e pálida, salpicada por pequenas sardas. As pistas afloraram com exatidão, era um rosto, um olhar, um modo de agir que conhecia muito bem, bem até demais… era o corpo e a manei­ra de ser que eu havia perdido naquela manhã.

Apavorada, pedi, mais uma vez, a ajuda divina. Sentia ener­gias desconhecidas e poderosas saindo de um e de outro corpo, trocas de fluidos, encontros, misturas, construção de um só indi­víduo. Essa garota calma, que caminhava em minha direção, mei­ga, serena, quase angelical, que dispersava-se no ar e penetrava no meu organismo transfigurado, era, nada mais nada menos, do que eu mesma antes da metamorfose. Era minha imagem especular do dia anterior, talvez o que restou de mim, da que conhecia. Ela era meu eu antigo. Apavorada, gritei, gritei o mais que pude, ali mes­mo na sala de aula, em busca do socorro. Estava completamente transtornada…

Acredito que mesmo desmaiada, não sei por quanto tempo, fiquei gritando por ajuda. Quando abri os olhos, ainda gesticula­va. Diante de mim, nervosos, estavam meus pais debruçados sobre meu leito, segurando-me, espantados. Minha mãe, aproveitando uma breve interrupção da respiração, quando procurei mais ar para dar um novo grito, berrou nos meus ouvidos:

— Acorda, Sônia! Acorda! O que foi, minha filha? O que está acontecendo?

Eu sonhara… Nunca imaginei que fosse tão difícil virar outra pessoa, adquirir uma outra identidade, pior ainda, ser uma pessoa de outro sexo. Como é difícil. Ainda bem que tudo terminou!

Era domingo. Não precisava levantar-me às seis horas da ma­nhã. Além disso, as férias estavam apenas começando. Um lindo céu azul, de um azul claro e acolhedor, invadia alegremente meu quarto de menina, iluminando minha mente e desejando-me bom dia e boas férias. Eu permanecia sendo a mesma. Como fiquei feliz! Corri ao espelho para dar a ele a boa notícia. Ele e eu sorrimos ao mesmo tempo. Estávamos aliviados.

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