A História tomou Vida Própria

A HISTÓRIA TOMOU VIDA PRÓPRIA

Hilda entrou abatida no consultório. Após assentar-se, foi logo dizendo num tom de voz triste e pessimista:

— Ontem me aconteceu uma das piores coisas do mundo.

— O quê? Talvez não seja tão ruim assim. Quase tudo, ou tudo, tem seu lado bom e ruim. Afinal o que houve?

— Estou casada há seis anos, tenho dois filhos e imaginava que vivia bem com Haroldo, meu marido. Pois bem, ele me disse ontem, sem mais nem menos, sem nenhum motivo visível, sem nenhuma raiva da parte dele e sem rodeios, que ia sair de onde moramos para viver com uma colega da sala dele. Parecia uma brin­cadeira, mas era sério. Quase perdi os sentidos e fiquei um pouco abobada. Não falei nada devido à paralisia aguda que me atingiu. O susto foi enorme e ainda não me largou.

— Mas não existiu nada que você notasse?

— Nada! Nada mesmo. Ele é engenheiro e empresário, mas está cursando, à noite, um curso de Direito. Com incrível tranqui­lidade, como se me contasse um acontecimento comum, Haroldo disse-me que tem um caso com esta moça há algum tempo. Falou ainda que gostou dela de repente, sem saber por qual razão, revelou ainda que esta moça é dez anos mais nova que eu. Já decidiram mo­rar juntos e já comunicaram aos familiares dela. Eles aceitaram sem restrições. Disse, por fim, que gosta muito de mim e que não vai me faltar nada. Confessou que está apaixonado por essa moça, que, por sinal, é muito bonita, assim como eu. Terminou sua fala dizendo que espera ser mais feliz com essa moça do que está sendo comigo.

— É… esta não é uma boa notícia. Entretanto, como ocorreu de repente, por um ato impulsivo, como você disse, e sem nenhum motivo grave, é de se esperar o seu oposto.

— Como? Não entendi!

— A possibilidade dele voltar atrás é grande, agir do mesmo modo impulsivo e sem calcular, como fez agora. Tudo indica que esta não foi uma decisão madura ou bem articulada. Parece muito mais um arroubo emotivo de adolescente…

— Mas já saiu de casa. Arrumou um apartamento perto de onde eu moro. Segundo ele, ficará mais perto dos filhos, e também de mim, para ajudar caso necessário. Pior de tudo foi que achei ruim ele morar perto de mim, mas ao mesmo tempo, gostei dele morar perto de onde moro.

— É preciso usar a cabeça nesses momentos. A estratégia dependerá totalmente de saber qual seu desejo, mandar ele para o inferno ou reconquistá-lo, roubá-lo da inimiga. De modo simples: você continua gostando dele e ficaria feliz com seu retorno? Ou está com ódio e não quer nem ouvir a voz dele? A estratégia da de­cisão será frontalmente oposta conforme sua resposta.

— Sou apaixonado por ele. Acho-o muito bonito, trabalhador, correto, gosta e trata bem os filhos e me trata bem, inclusive sexual­mente, pois tem grande atração por mim, mais que eu por ele.

— Tentando adivinhar, imagino que não será difícil fazê-lo voltar rápido, desde que você não faça besteira.

— Tem mais uma coisa: ele já procurou advogado, pois quer legalizar a separação de imediato. Parece-me, segundo a advogada que arrumei, que ele não tentou me passar a perna, vou ficar muito bem com a divisão dos bens. Ele agiu corretamente, como sempre foi. Tudo indica que quer fazer tudo de forma honesta.

— Você criou alguma briga com ele depois da conversa acer­ca da separação?

— Não. Não por falta de vontade, pois tive vontade de xingá-lo muito. Mas até hoje não discuti nada sobre seus motivos e das vantagens de não nos separarmos. Devo brigar? Soltar toda minha raiva e tristeza?

— Não! De forma nenhuma! A não ser se você quisesse afastá-lo definitivamente de você. Ótimo, então. Se você está interessada nele, querendo que ele volte, o que deve ser feito não é xinga-lo e sim o oposto.

— Mas é muito difícil não agredi-lo.

— Lembre-se do seu objetivo, conquistá-lo, ou melhor, reto­má-lo da inimiga. Para cativar alguém é preciso tratá-lo bem. Para acalmar um cachorro ou burro bravo nada mais eficiente do que uma boa comida. A “outra” deve estar torcendo para que você “perca a cabeça”, brigue, xingue, criando o maior caso. Lembre-se sempre dos desejos dela para afastá-lo de você.

— E a parte legal? Aceito a separação?

— Claro, pois assim você fica financeiramente bem e, além dis­so, não estará brigando agora e nem futuramente por causa dos bens e também estará pacificamente fazendo o que ele determinou

— Fujo da família dele?

— Nunca! Aproxima-se ao máximo deles, trate-os o melhor possível, pois terá aliados e defensores no grupo familiar dele. Ele, possivelmente, vai ser criticado na própria família. Converse com seu sogro e sogra cordialmente, lembre-se dos seus aniversários, faça elogios, etc. Agrade-os. Além disso, ao conversar com seu ex-marido e com seus pais, concorde com a ação de Haroldo como natural, coisas de homens apaixonados, usando um tom de voz cal­mo e adulto. Isso irá assustá-los. Você sendo traída e calma e, além disso, compreendendo condutas tolas de homens. Essas ações suas irão colocar Haroldo mais isolado e você mais cercada de pessoas a seu favor. Em resumo: você, diante de seu marido e da família dele, represente, teatralize ser uma pessoa madura, calma, tolerante, o que a outra talvez não seja.

— Acho que serei capaz de agir assim.

— Não brigue, não discuta, aparentemente aceite e arrume argumentos explícitos para mostrar que você compreende e aceita como normal o que está acontecendo. Entendeu?

— Sim!

SEMANAS DEPOIS

A cliente entrou no consultório alegre e feliz. Havia se sepa­rado judicialmente, como ela esperava, e tudo corria bem. Além disso, ela tinha agido como foi estabelecido e estava muito ligada à família dele. Os pais de Haroldo constantemente o criticavam e elogiavam-na. Haroldo estava cada vez mais cismado e preocupado com a calma e indiferença de Hilda diante dos acontecimentos.

Haroldo, sem entender a calma de Hilda, começava a imaginar que ela não estrilou por ter alguém. Decidiu vigiá-la mais, para isso aumentou suas idas no apartamento de Hilda, alegando saudade dos filhos. Nesses encontros ele não se esquecia de perguntar-lhe se estava namorando alguém. Hilda respondia um não simulado, como se fosse mentira.

O NAMORADO DENTISTA FANTASMA

— Hilda, acho que você até se divertiu com o seu modo de agir com seu ex-marido.

Depois de uma pequena pausa, a conversa continuou:

— Lembra ainda do dentista fantasma, fazendeiro rico, quan­do a situação estava feia? Esse inexistente galã, que só existiu no nome, teve um papel real importantíssimo na decisão de Haroldo para reatar o casamento com você.

— Se me lembro dele… De fato foi uma época difícil em mi­nha vida, pois havia poucas semanas que meu marido tinha me largado e arrumado a outra mulher.

— É, foi complicado.

— Eu estava perdida naquela ocasião. A seu conselho, segui tudo à risca, apesar de não acreditar muito no que você tinha dito. Resolvi tratar meu marido muito bem, também sua família, ou seja, meus sogros, e não procurar homem algum na fase crítica.

— Aí ele ficou espantado com a sua não-comoção…

— Para ele eu teria que brigar. Se eu agisse como agi, indica­va que eu possivelmente não estava me importando, porque tam­bém já tinha alguém.

— Daí foi fácil criar um fantasma na mente dele para encaixar nas suposições existentes.

— Foi quando apareceu o dentista de Itabira.

— Foi meio sem querer. Viajei para casa de minha tia, pois estava desesperada sozinha. Lá, um dia, foi a sua casa um primo que não conhecia e este me foi apresentado.

Um homem simpático, mas que não me interessou, nem eu a ele. Tomamos um lanche juntos, eu e o resto da família.

— E não o viu mais?

— Isso. Nunca mais. Ele se despediu e pronto, acabou-se. Entre­tanto, quando cheguei aqui, meu ex-marido foi a minha casa, segun­do ele para ver meus filhos. Desconfiado da minha suposta calma, perguntou-me:

— Encontrou alguém lá conhecido? Você ficou mais de uma semana em Itabira.

Nesse momento, lembrei-me do dentista, pois foi a única pessoa, fora dos familiares com quem fiquei, que conheci. A figura dele, já meio apagada, me veio à memória. Nesse momento criei coragem, pois me sentia muito por baixo e, como se não quisesse nada, lhe disse:

— Ah… quase ninguém. Os parentes me apresentaram um dentista, novo e bonito, fazendeiro rico.

Animada com minha fala que saiu sem querer, inventada na hora e sem esforço, eu continuei. Inicialmente eu ainda não tinha um objetivo determinado. Entretanto, à medida que inventava a história e também examinava a expressão de meu ex-marido em resposta ao que dizia, fui ficando mais animada com minha criação, conforme a resposta facial de Haroldo. Notava que ele estava en­ciumado com o fantasma. Assim, fui continuando meu relato.

— O dentista, muito gentil, me convidou para ir à sua fazen­da. Uma fazenda linda, onde cria gado, acho que milhares de cabe­ças. Tem também cafezais a perder de vista.

Eu não sabia bem como e o que iria inventar. Notei uma mu­dança em sua fisionomia ao falar acerca de riqueza e poder, pois são os pontos centrais para Haroldo. Assim foi nascendo e crescen­do o fazendeiro rico e o bonito dentista de Itabira.

— Seu ex-marido ficou interessado por muito tempo, não foi?

— Claro. O interesse e desespero dele, vendo-me tomada pelo dentista fazendeiro, foram crescendo. Animada, fui contando outros fatos, pormenores que deram mais veracidade à mentira. Primeiro tive que dar um corpo ao fazendeiro e, para isso, falei que era um esportista, que havia sido atleta quando mais jovem. Nessa ocasião ele disputou várias corridas e ganhou diversos prê­mios. Ao largar o atletismo, continuou a praticar exercícios físicos e, para isso, construiu uma pequena academia de ginástica em sua fazenda. Todas as manhãs, após dirigir a retirada de leite, toda ela feita com aparelhagem supermoderna, ele se dirige à academia e lá fica malhando por mais de uma hora antes de ir para seu consul­tório. Ele me contou que trabalha de dentista por lazer.

— Seu marido deve ter ficado inseguro com um grande concor­rente, pois ele gosta de coisas modernas e de riqueza…

— Criei um forte adversário para ele. Inicialmente com um belo físico. Meu marido não fica para trás, não. Depois inventei um gênio para o dentista fantasma.

— Mais extrovertido?

— É… pois o desinibido é mais perigoso, avançado, impulsi­vo. Não fica bem um tímido e quieto. Descrevi o dentista/fazendei­ro como falante, galanteador, dançarino e tocador de violão. Além disso, cantava em festas. Sua voz é forte e agradável de ouvir. Ao mesmo tempo descrevi o dentista como discreto, capaz de ficar calado quando necessário. Eu sabia o que meu marido valorizava e baseada nos seus valores, criei a vida do fantasma, que, segundo Haroldo, queria me namorar. Seguindo o valorizado por Haroldo, criei quase um Deus.

— Você foi construindo um personagem que jamais imaginara.

— Construí um dentista fazendeiro rico, elegante, simpático e bonito. Nós sempre temos em nossas mentes ideias de homens, bonitos e feios, pobres e ricos, simpáticos e antipáticos, grossos e gentis, e assim por diante. Inventei um com todas as característi­cas positivas. Certamente eu não conquistaria um tão excepcional assim. Mas ele atraiu meu marido e até eu comecei a gostar desse homem formidável.

— Ocorre isso. Apaixonamo-nos ou odiamos certos persona­gens das novelas.

— O ciúme foi crescendo. Numa manhã ele foi ao meu apar­tamento, talvez para encontrar o dentista fantasma em minha cama. Sem nada encontrar, fingindo estar distraído, examinou a conta do telefone. Quando ele viu que havia um telefonema de Itabira na conta, ele me perguntou meio sem jeito e envergonhado:

— De quem foi esse telefonema? Do dentista?

Nesses momentos eu, fingindo que tinha dado um fora, lhe dizia:

— Não, nada disso. É… deve ser de minha tia. Se foi de Itabira.

Ele, culpado de suas conquistas explicitadas claramente, fi­cava um pouco envergonhado de exigir esta ou aquela conduta de mim, pois estávamos legal e realmente separados. Portanto, ele apenas insinuava. Em certa ocasião, quando ia levar meus filhos para passar o fim de semana no apartamento dele, de propósito deixei um buquê de flores em cima do banco de trás do carro, de modo que, quando tocasse o interfone, avisando que os meninos iam subir, ele, da janela, pudesse ver o buquê. Quando chegou à janela e o viu, desceu, vindo me cumprimentar e ver mais de perto as flores. Logo depois, disse:

— Essas flores foram enviadas pelo dentista?

— É… ele gosta muito de flores, respondi prontamente para manter por mais tempo a vida do fantasma criado.

Se eu esperasse alguém, em algum lugar, ou tivesse que ir mais depressa para casa, era sempre o dentista o responsável pela minha conduta. Como qualquer personagem santificada, da macumba, do “olho gordo”, de uma reza, terço ou crucifixo, todos são capazes de atuar sobre as pessoas. Em todos os tempos, diversos seres que nunca tiveram mais realidade que o dentista fazendeiro inspiraram o ódio ou o amor, o terror ou a esperança, aconselharam crimes, receberam oferendas como as de Iemanjá, imagens de santos, retra­tos de ditadores, de musas do carnaval, mulheres de papel nuas da Playboy. Muitas dessas criações aconselharam crimes, criaram ou mudaram costumes e leis. O dentista transformou-se em persona­gem mítica, tornou-se o produto do que foi inventado acerca dele.

O ex-marido de Hilda quis conhecer o dentista, ir até Itabira para vê-lo, saber por que ela ficou tão caída por ele. Como ela não falou onde ele morava e qual seu telefone, pois ela não sabia, Harol­do imaginou que ela o estava escondendo, para que ele, ex-marido, não o descobrisse e não tomasse quaisquer atitudes para atrapalhar o namoro deles.

Numerosos julgamentos, aceitos pela maioria das pessoas e que a história consagrou, são tão bem fundados quanto a crença do dentista fantasma. Hilda fingiu, num momento de desespero e de abandono, tê-lo encontrado e simpatizado com ele. Seu ex-marido passou também a encontrar o dentista nas imediações da casa de Hilda, rondando o apartamento. Para Haroldo, quando o fazendei­ro percebeu que ele o estava vigiando, o dentista fugiu apressada­mente sem olhar para trás.

O telefone celular de Hilda tocou quando ela estava junto ao ex-marido. Quando ela atendeu, ele se desligou. Logo Haroldo des­confiou, que ele foi desligado devido a algum código usado pelos dois devido à presença de Haroldo.

Aos poucos Haroldo já conhecia bem o dentista misterioso, sabia como era fisicamente e também suas características de perso­nalidade. Passou a ser acusado de estar atrás dela por ser pedófilo e estar interessado nos meninos. Desconfiou ainda que na verdade o dentista fantasma era um chantagista, que desejava tirar dinheiro de Hilda. Supunha ainda que o mesmo era casado, tinha diversos filhos, já havia se envolvido com tráfico de drogas, sendo anterior­mente um viciado.

Certa vez, o carro de Haroldo foi batido quando estava esta­cionado na porta do apartamento de Hilda. Ele fora buscar os filhos para passarem o fim de semana juntos. Segundo Haroldo, o respon­sável foi o fazendeiro. A amante de Haroldo recebeu telefonemas obscenos ditos por uma voz de homem.

— Deve ser o fazendeiro, comentou Haroldo com Hilda.

— Ele tem uma voz meio rouca, fala rápido? – perguntou Haroldo.

— Sim, um pouco, respondeu Hilda sem ter outra resposta melhor.

— Ah, então é ele mesmo que anda telefonando para Marina.

Cada dia mais, Hilda foi se acostumando em descrever o den­tista virtual e Haroldo desenhando a figura do dentista. Com o pas­sar dos dias, de tanto falar acerca do dentista fantasma, Hilda foi ficando em dúvida se ela tinha ou não encontrado o dentista, e se tinha ou não tido algum relacionamento com o rico fazendeiro: ele tornou-se um ser real, mais real do que muitas pessoas reais.

Haroldo, cada vez mais receoso de Hilda se apaixonar pelo dentista fazendeiro, decidiu tomar uma decisão tão drástica como o rompimento do casamento. Desta vez ele fez o oposto. Timida­mente começou uma conversa com Hilda, fazendo queixas de Ma­rina, a sua atual esposa. Em seguida falou de seu arrependimento de ter acabado estupidamente seu casamento com Hilda. No mes­mo dia Haroldo voltou a morar com Hilda, já que este era o desejo de ambos e todo o plano executado visava a volta do ex-marido.

— Bem, agora meu marido voltou e tudo retornou ao normal. Deu tudo certo.

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